Trigo: Demanda sustenta preços em parte do Sul
No Rio Grande do Sul, os preços recuaram 0,77% na semana
No Rio Grande do Sul, os preços recuaram 0,77% na semana - Foto: Canva
O mercado de trigo apresentou movimentos distintos no Sul do país, com queda de preços no Rio Grande do Sul, lentidão em Santa Catarina e maior firmeza no Paraná. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário reflete diferenças no abastecimento dos moinhos e na demanda por farinhas.
No Rio Grande do Sul, os preços recuaram 0,77% na semana, conforme o Cepea, e alguns moinhos aproveitaram para completar estoques necessários até novembro. Para retirada em agosto e pagamento em setembro, os negócios ficaram em torno de R$ 1.300 por tonelada no interior, enquanto o trigo melhorador chegou a R$ 1.350. As bases alcançaram R$ 1.460 CIF para trigo bom e cerca de R$ 1.380 CIF para trigo normal. O trigo argentino nacionalizado subiu para US$ 292 em Canoas, alta de 6,2%. Também houve reclamações sobre lotes locais com DON elevado, enquanto o preço de balcão em Panambi caiu para R$ 69 por saca.
Na safra nova gaúcha, cerca de 60 mil toneladas foram comercializadas entre exportação e compromissos com moinhos, menos da metade do volume do mesmo período do ano passado. A cautela está ligada às incertezas com o El Niño. No porto, a indicação para dezembro ficou em R$ 1.250 por tonelada.
Em Santa Catarina, o mercado segue lento, com moinhos abastecidos, moagem baixa e dificuldades na venda de farinha. O trigo local para pão variou entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada, e os preços ao produtor tiveram comportamento misto. O plantio está no início.
No Paraná, a procura por farinhas de melhor qualidade mantém o mercado ativo. Os negócios chegaram a R$ 1.450 CIF moinho em Curitiba, com indicações de até R$ 1.550 no Norte. Para a safra nova, as referências ficaram entre R$ 1.400 e R$ 1.420, sem negócios reportados. Analistas estimam necessidade de importação de 1,5 milhão de toneladas em 2027.