Dólar deve ficar em R$ 3,70 até ano que vem, prevê Rabobank
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Dólar deve ficar em R$ 3,70 até ano que vem, prevê Rabobank

Perspectivas para a taxa cambial ainda parecem nebulosas em meio a incertezas
Por: -Leonardo Gottems

Especializado em agronegócio, o Rabobank projeta que o Dólar deva se estabilizar nos R$ 3,70 até o final de 2019 e 2020. “Por ora, contudo, as perspectivas para a taxa cambial ainda parecem nebulosas em meio a incertezas locais e globais”, ressalta relatório enviado pela instituição financeira.

Segundo o Rabobank, o cenário cambial ainda apresenta um contraste entre condições internas favoráveis e condições externas desfavoráveis: “Dada as nossas expectativas de aprovação de reformas no Brasil e desaceleração da economia mundial. Inclusive com uma recessão ‘suave’ nos Estados Unidos ao final de 2020, com corte de juros do FED acontecendo no ano que vem”. 

O banco lembra que, no primeiro semestre de 2019, a taxa cambial mostrou volatilidade acima do esperado, apesar de recentemente ter se acomodado em um patamar próximo do final de 2018. “O cenário de otimismo com o processo de reformas no Brasil e de negociações comerciais sinoamericanas, que levaram o câmbio ao patamar de 3,65 ao final de janeiro, nos meses seguintes cedeu lugar à percepção de dificuldades políticas e obstáculos estruturais para um acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo. Neste contexto, o câmbio chegou a atingir 4,10 em maio”, lembra o relatório.

Para o Rabobank, porém, mesmo com dificuldades na articulação política do lado do Executivo, há sinais recentes de entendimento com o Legislativo em relação às reformas necessárias para estancar um processo de deterioração fiscal, endereçar problemas estruturais que influenciam a confiança empresarial e investimento privado: “Estes sinais ajudaram a trazer o Real a um patamar intermediário (acumulado no ano) entre as principais moedas do mundo, em relação ao dólar americano”.

“Este último, também devolveu parte de ganhos recentes (em escala global) após sinais do FED (banco central dos EUA) de possíveis cortes de juros (inclusive de forma preventiva) caso o cenário prospectivo aponte para riscos baixistas para a atividade (e.g. escalada no protecionismo comercial)”, conclui a instituição financeira.

Como “Pontos de Atenção”, o Rabobank destaca riscos em ambas as direções para a taxa de câmbio:

• Como risco altista, há possibilidade de uma desaceleração global mais intensa do que o esperado, uma eventual escalada nas tensões comerciais entre EUA e China e uma possível falha na aprovação de uma reforma de previdência eficaz, o que enfraqueceria a moeda nacional.

• Como um potencial risco baixista, uma postura mais suave pelos principais bancos centrais (e.g. corte de juros pelo FED) e a aprovação de uma reforma da previdência eficaz, contribuindo para o Real mais forte.


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