Dólar deve reagir a inflação e juros externos
No Brasil, os dados de inflação também devem estar no foco dos investidores
No Brasil, os dados de inflação também devem estar no foco dos investidores - Foto: Pixabay
O câmbio deve seguir sensível à combinação entre indicadores econômicos, decisões de política monetária e riscos geopolíticos, em um ambiente de maior cautela nos mercados internacionais. Segundo a StoneX, o dólar deve refletir dados de inflação nos Estados Unidos e no Brasil, as tensões no Oriente Médio e a decisão de juros do Banco Central Europeu.
A divulgação de indicadores americanos aquecidos reforçou a percepção de que a economia dos Estados Unidos segue mais resiliente e robusta. Esse cenário aumentou as expectativas de que os juros possam permanecer elevados por mais tempo no país, fator que tende a influenciar o comportamento da moeda americana diante de outras divisas.
No Brasil, os dados de inflação também devem estar no foco dos investidores, uma vez que ajudam a calibrar as expectativas sobre o cenário econômico doméstico e sobre os próximos passos da política monetária. A leitura dos indicadores locais, em conjunto com os números americanos, pode contribuir para maior volatilidade no mercado de câmbio.
Outro ponto de atenção envolve a nova proposta dos Estados Unidos para tarifas de importação sobre mercadorias de diversos países, incluindo o Brasil. De acordo com o material, o país poderá ser atingido por alíquotas até 32,5 pontos percentuais maiores, o que adiciona incerteza ao ambiente externo e pode afetar a percepção de risco.
As tensões geopolíticas também seguem no radar. A retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã e o fracasso do cessar-fogo entre Israel e Líbano mantiveram elevada a percepção de riscos no Golfo Pérsico. Esse quadro tende a sustentar a busca por proteção nos mercados, com reflexos sobre o dólar.