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Dólar pode voltar a subir até o fim do ano

O dólar encerrou a semana anterior cotado a R$ 5,0046


O dólar encerrou a semana anterior cotado a R$ 5,0046 O dólar encerrou a semana anterior cotado a R$ 5,0046 - Foto: Pixabay

O cenário econômico segue marcado por cautela no exterior, sinais de desaceleração da atividade doméstica e expectativa pelos próximos indicadores no Brasil. Segundo análise do Rabobank, os riscos geopolíticos permanecem elevados, sem acordo entre Estados Unidos e Irã, enquanto o cessar-fogo foi prorrogado por prazo indefinido.

No ambiente externo, o banco destaca a chegada de Kevin Warsh à presidência do Federal Reserve, com Donald Trump afirmando desejar um novo chair totalmente independente. No Brasil, pesquisas recentes reforçam a liderança estável de Lula, ainda sem vitória em primeiro turno, e indicam sinais de enfraquecimento de Flávio Bolsonaro.

O dólar encerrou a semana anterior cotado a R$ 5,0046, com valorização de 1,01% do real frente à moeda americana. Apesar disso, o desempenho semanal foi o sexto pior em uma cesta de 24 moedas emergentes. Para o Rabobank, a redução esperada do diferencial entre juros locais e externos ao longo de 2026, a possível recuperação global do dólar e o quadro fiscal frágil em ano eleitoral devem levar a moeda americana a se apreciar até o fim do ano. A projeção passou de R$ 5,40 para R$ 5,35.

Na atividade, o IBC-Br de março reforçou a perda de ritmo da economia. O indicador, usado pelo Banco Central como proxy mensal do PIB, recuou 0,67% ante fevereiro, abaixo da expectativa do mercado e do Rabobank, ambas em queda de 0,4%. Em fevereiro, o índice havia avançado 0,87%.

Na área fiscal, a arrecadação federal manteve ritmo forte e somou R$ 278,8 bilhões em abril, acima dos R$ 229,2 bilhões de março e dos R$ 247,7 bilhões de abril de 2025. A alta do petróleo começa a contribuir para elevar a arrecadação de impostos.

A agenda terá como destaque o PIB do primeiro trimestre. O Rabobank projeta alta de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, avanço de 0,9% na comparação trimestral e crescimento acumulado de 2,0% em quatro trimestres.
 

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