Dólar tem a maior queda mensal em mais de um ano
O dólar comercial acumulou desvalorização de 6,52% no mês de setembro e encerrou esta sexta-feira cotado a R$ 1,835 na venda
O dólar comercial acumulou desvalorização de 6,52% no mês de setembro e encerrou esta sexta-feira (28-09) cotado a R$ 1,835 na venda. Foi a maior queda mensal desde junho de 2006. É, ainda, o valor mais baixo em sete anos. No dia, a perda foi de 0,49%, pressionada pela entrada de capitais no país com a diminuição da turbulência no exterior. A baixa acumulada do dólar na semana é de 1,82%. A moeda caiu nos últimos quatro dias.
"Ninguém quer ficar com dólar", disse Renato Schoemberger, operador da Alpes Corretora. A perspectiva de queda do dólar após o corte do juro nos Estados Unidos, na semana passada, levou investidores a venderem a moeda. O tom do mercado brasileiro foi diretamente influenciado pelo de Nova York. A trajetória descendente da moeda pode levar o Banco Central de volta aos leilões de compra mas sem tanta força, já que o dólar barato ajuda a combater a inflação.
Mês intenso:
O mercado começou o mês atormentado pela turbulência no exterior. Com a crise nas hipotecas de alto risco dos Estados Unidos, muitos investidores precisaram tirar dinheiro do Brasil, o que pressionou a cotação do dólar. Com o temor de que os problemas atingissem a economia dos Estados Unidos, o Federal Reserve cortou o juro norte-americano em 0,5 ponto percentual na semana passada. A decisão acalmou o mercado e restaurou o ingresso de divisas no mercado brasileiro, segundo operadores.
A moeda norte-americana não cedeu somente por conta da entrada física de dólares, mas também pela própria expectativa de ingressos futuros. Como a aposta majoritária é pela valorização do real, muitos investidores vendem dólares no mercado futuro. Essa movimentação na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) interfere no preço do dólar à vista.