Domesticação do arroz tem “duas mães” e “muitos pais”
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Imagem: Pixabay
DESCOBERTA

Domesticação do arroz tem “duas mães” e “muitos pais”

A linhagem materna é conservada por meio da semente
Por: -Leonardo Gottems

Uma equipe de cientistas que investiga a herança em milhares de variedades de arroz identificou apenas duas linhagens maternas distintas, uma descoberta que pode ajudar a resolver o problema da segurança alimentar global. Cientistas da University of Queensland (UQ) estudaram mais de 3.000 genótipos de arroz e descobriram que a diversidade foi herdada por meio de dois genomas maternos identificados em todas as variedades de arroz.

O professor Robert Henry, investigador principal da UQ, disse que a descoberta foi importante para entender como o arroz se adaptou ao seu ambiente. "Acreditamos que houve duas domesticações separadas de plantas selvagens virgens que divergiram há cerca de um milhão de anos na natureza, e então, nos últimos 7.000 mil anos, ocorreu a domesticação humana do arroz", disse o professor Henry.

As duas variedades domesticadas foram cruzadas com arrozes selvagens locais em toda a Ásia. “O arroz selvagem polinizou os arrozes domésticos plantados nas proximidades e a semente da variedade domesticada incorporou a genética das variedades selvagens locais”, acrescentou.

“A linhagem materna é conservada por meio da semente e identificamos que, como os produtores de arroz coletaram e ainda estão coletando sementes do campo, as variedades locais se parecem muito com os arrozes locais”, completou.

O professor Henry disse que a descoberta teve implicações para a domesticação e reprodução do arroz para adaptação às mudanças climáticas para tratar da segurança alimentar. “Isso nos dá pistas de como podemos tentar capturar mais diversidade na natureza e trazê-la para o pool de genes domesticados para melhorar as safras de arroz", disse ele. Também aponta para a necessidade de entender a importância do genótipo materno em termos de produção de arroz, porque antes não entendíamos que existem dois tipos funcionais maternos muito diferentes”, concluiu.
 


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