Durval Dourado Neto e o STAC: da ciência brasileira à segurança alimentar global
Professor e pesquisador é referência internacional em agricultura tropical
Foto: Divulgação
Com trajetória enraizada na Esalq/USP, professor e pesquisador é referência internacional em agricultura tropical sustentável e lidera iniciativas que transformam conhecimento e inovação em riqueza para o bem comum
Professor e pesquisador na área de agronomia pela Esalq, Durval Dourado Neto foi diretor da faculdade entre 2019 e 2023.
A liderança do Brasil na agricultura tropical não surgiu por acaso. Foi construída em laboratórios, salas de aula e campos experimentais, com a dedicação de pesquisadores que desenvolveram tecnologias capazes de adaptar cultivos às condições tropicais e ampliar a produtividade no país. Se hoje o Brasil é uma potência agrícola, com responsabilidade alimentar mundial, é graças ao desenvolvimento da ciência tropical.
Parte dessa história pode ser contada a partir da atuação de Durval Dourado Neto. Com uma trajetória enraizada no ensino, pesquisa e extensão pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, Esalq/USP, de docente a diretor, o pesquisador é uma das principais referências do Brasil e do mundo na área de agronomia, agricultura digital e sustentabilidade. Ao longo de mais de quatro décadas, lidera iniciativas focadas em transformar conhecimento em inovação para a sociedade.
Atualmente, Durval coordena os trabalhos do Centro de Agricultura Tropical Sustentável, em inglês, Sustainable Tropical Agriculture Center, STAC, iniciativa sediada na universidade que integra academia, setor público e iniciativa privada para desenvolver soluções estratégicas voltadas à segurança alimentar global. O Centro foi concebido para fortalecer o papel da agricultura tropical sustentável por meio da integração entre pesquisa, inovação e cooperação internacional.
Carreira
Cientista brasileiro, o professor foi responsável pela formação de mais de 10,2 mil alunos de graduação, mestres e doutores, com produção científica robusta entre centenas de artigos, dezenas de livros e softwares. Além de sua contribuição educacional, cumpriu viagens internacionais com a universidade e desenvolveu estudos que são a base de projetos setoriais do país.
Na agricultura, focou em extrair o máximo potencial genético de culturas como soja, milho, feijão e cana-de-açúcar em ambientes tropicais complexos, contemplando abordagens econômica, social e ambiental.
Seu trabalho ajudou a converter conhecimento científico em aplicações práticas na agricultura brasileira, com base na teoria tridimensional do direito: fato, valor e norma. Em entrevista ping-pong especial à CropLife Brasil, Durval compartilhou momentos marcantes de sua vida acadêmica, carreira, reflexões e os projetos conduzidos pelo STAC.
“Se a nossa agricultura tropical hoje existe, é porque criamos vários sistemas de produção, incorporando tecnologia desenvolvida por grandes multinacionais, como o inseticida, o fungicida, o herbicida e as sementes.”
Profº Durval Dourado Neto
1. Por gentileza, professor Durval, conte-me um pouco da sua história e pesquisa acadêmica. Como você chegou aos trabalhos de agricultura tropical e sustentabilidade? Quem é Durval Dourado Neto?
Eu nasci em Goiânia, em 1962. Fui para Brasília com 5 anos de idade, onde fui criado. Minha trajetória acadêmica começou na Universidade Federal de Viçosa, em 1981, em Minas Gerais. Eu me formei em dezembro de 1984 e, imediatamente, em fevereiro de 1985, fui para a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, Codevasf, em Barreiras, na Bahia. Trabalhei lá por um tempo no apoio técnico a agricultores da região.
Quando, na época, houve a emancipação de projetos de irrigação, em 1986, o então presidente da companhia, Eliseu Alves, que mais para frente viria a ser presidente da Embrapa, me ofereceu uma oportunidade de vir fazer mestrado na Esalq/USP, em Piracicaba, num programa de desenvolvimento de irrigação no Brasil.
Naquela época, fui desenvolvendo e estruturando essa parte de pesquisa na área de agricultura de precisão. Era incipiente ainda, mas eu já programava, fazia software e etc.
Durval Dourado Neto recebe as vestes talares. Foto: Gerhard Waller/Esalq.
Foi quando recebi um convite para fazer doutorado. Donald R. Nielsen, que era um professor da Universidade da Califórnia e influência na área, sugeriu para o meu orientador do mestrado, Paulo Leonel Libardi, que me mantivesse por ali. Logo no primeiro semestre do doutorado, entrei para a cadeira docente de agricultura irrigada, em julho de 1989. Nessa época, eu tinha 26 anos, ainda mestre e doutorando.
Esse mesmo professor, Donald Nielsen, foi quem influenciou a minha carreira acadêmica desde o início. Em outubro de 1989, eu fui para Trieste, na Itália, primeira viagem internacional que fiz, para participar de um College On Science Physics, no Centro Internacional de Física Teórica, com o professor Nielsen. Ele era professor titular do Land, Air and Water Resources de Davis, na Califórnia, Estados Unidos. Também fui para Davis, de 1993 a 1995, para fazer meu pós-doutorado. Isso mudou a minha vida, porque eu tive uma experiência internacional.
De lá para cá, venho trabalhando diretamente no Departamento de Produção Vegetal da Esalq, que é o antigo Departamento de Agricultura. Entrei como professor assistente, mas, em 1992, quando terminei o doutorado, virei professor doutor. Depois, fiz livre-docência e, em 2006, virei professor titular. São 37 anos sendo professor no departamento. Durante minha carreira, fui chefe do departamento, coordenador da pós-graduação em Fitotecnia e diretor da Esalq por 4 anos.
Profº Durval possui mestrado e doutorado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Esalq/USP. Foto: Danilo Lysei/CLB.
2. O que cativa o senhor na trajetória acadêmica e na ciência para continuar aqui tantos anos, principalmente na ciência brasileira?
Bem, a academia, a gente entende por três grandes áreas de atuação: pesquisa, ensino e extensão. Eu tenho atuado nessas três áreas com equilíbrio.
No caso da graduação, por exemplo, eu tenho um grupo de extensão, o Grupo de Estudos Luiz de Queiroz, que vai fazer 25 anos agora. Desde que começamos, tivemos 589 estudantes. Nós fomos para diferentes países, em 24 viagens internacionais. Fomos para Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Costa Rica, México, Estados Unidos, Portugal, França e Espanha.
No âmbito da graduação, a gente deve ter dado aula para mais de 10 mil alunos, principalmente no curso de agronomia. Eu tive a satisfação de ter sido homenageado por umas 12 ou 14 turmas.
Na pós-graduação, que é a área em que tenho atuado mais fortemente, tenho o orgulho de ter cerca de 150 alunos defendidos, de mestrado e doutorado.
Já no campo da pesquisa e extensão, sou pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq, e tenho somado aproximadamente 300 trabalhos publicados. Os livros publicados também são 50 no total, todos na área de agronomia.
A atuação acadêmica é multidisciplinar e tem essa transversalidade de ensino, pesquisa e extensão. Hoje estamos coordenando esse Centro de Agricultura Tropical Sustentável, com alguns projetos. Entre eles, o de agricultura irrigada, estudo que deu origem ao Plano Nacional de Irrigação. Outro é para conectividade rural, em que identificamos, no Brasil, quantas antenas precisaríamos ter em cada município brasileiro para acesso à internet, mas com um viés de agricultura, em função da inclusão digital, que permite ao agricultor criar negócios, ter maior segurança na propriedade e ter acesso à educação. Também há outros projetos de segurança alimentar e biomas.
Em 2024, o docente foi vencedor do Prêmio Fundação Bunge, categoria Vida e Obra, em reconhecimento às suas produções acadêmicas. Foto: Danilo Lysei/CLB.
3. Quais são os principais objetivos do STAC e seu diferencial estratégico? A que se propõe a sua criação? Como o senhor avalia a importância do centro para o país, em uma das universidades mais renomadas da América Latina?
O Centro de Agricultura Tropical Sustentável, Sustainable Tropical Agriculture Center, STAC, foi criado em 2023, durante a gestão do então reitor, professor Carlos Gilberto Carlotti Junior. Na verdade, esse é um dos centros. Ele criou 10 na USP.
Foi idealizado com um propósito claro: articular soluções estratégicas e inovadoras para a segurança alimentar global por meio da agricultura tropical sustentável. Sediado aqui na Esalq, tem a missão de promover a contínua integração entre a academia, o setor público e a iniciativa privada, tanto no Brasil quanto no exterior.
O Centro de Agricultura Tropical Sustentável, em inglês, STAC, fica localizado em Piracicaba, a quase 160 km da capital paulista. Foto: Danilo Lysei/CLB.
Nosso escopo de atuação abrange o desenvolvimento de diagnósticos sobre a cadeia global de alimentos, a formulação de políticas públicas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, da Agenda 2030 da ONU, além da forte dedicação à pesquisa, inovação, empreendedorismo e formação de lideranças. O STAC atua produzindo sínteses de conhecimento tecnológico para fornecer subsídios científicos robustos à tomada de decisão.
“Basicamente, o que a gente procura fazer é utilizar todo o conhecimento científico que nós temos para resolver problemas práticos com base nas demandas da sociedade.”
Profº Durval Dourado Neto
Historicamente, a ciência agrícola global foi pautada e desenvolvida por centros de excelência localizados no Hemisfério Norte, quase sempre voltados para climas temperados. O nosso grande diferencial estratégico é corrigir essa assimetria.
Com a recente inauguração da nossa sede física, em 12 de janeiro de 2026, o STAC se consolida como um hub internacional, assumindo a missão de liderar o desenvolvimento da ciência para os trópicos.
Francisco Maturro, Durval Dourado Neto, Carlos Gilberto Carlotti Junior e Klaus Reichard na inauguração da sede do STAC, em janeiro de 2026. Foto: Gerhard Waller/Esalq.
Abrigarmos este centro na Universidade de São Paulo, uma das instituições mais renomadas da América Latina, é fundamental. É a chancela da USP que garante o rigor científico necessário para atestar ao mundo que as nossas práticas são, de fato, sustentáveis e replicáveis.
Para o Brasil, o STAC representa um marco na diplomacia científica. É o passo definitivo para a consolidação do nosso protagonismo: deixamos de ser vistos apenas como um grande produtor agrícola para nos firmarmos como um dos principais provedores de conhecimento agroambiental do século XXI. Nossa ciência e nossa articulação serão fundamentais para um país que tem a responsabilidade de suprir de 14% a 20% da demanda por segurança alimentar mundial até 2050.
Eu costumo dizer que é como aquela teoria do fato, valor e norma, que no direito é conhecida como teoria tridimensional. Tem o fato, que é a realidade; o valor, como a sociedade enxerga o fato; e a norma, que é a consequência do valor dado ao fato. Ou seja, o resultado dessa interpretação. Nós estamos constantemente com esses desafios de fato, valor e norma. Transformar conhecimento em riqueza. Basicamente, essa é a grande missão. Porque, na verdade, quando você entende o modelo fato, valor e norma, o grande desafio das discussões está justamente no valor.
Famoso vitral do Edifício Central da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Esalq/USP, onde estudantes posam para fotos institucionais. Foto: Danilo Lysei/CLB.
4. Quais são as principais características que diferenciam a agricultura tropical de outros sistemas agrícolas no mundo? Por que o ambiente tropical representa ao mesmo tempo oportunidades e desafios para a produção agrícola?
A distinção fundamental entre a agricultura tropical e a de clima temperado, praticada na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, reside na dinâmica biológica. Em regiões de clima temperado, o inverno rigoroso e a neve atuam como “esterilizadores naturais”, quebrando o ciclo reprodutivo de pragas, doenças e plantas daninhas.
Nos trópicos, a vida pulsa ininterruptamente, 365 dias por ano. Essa característica central define tanto os nossos maiores obstáculos quanto a nossa principal vantagem competitiva.
Essa ausência de interrupção biológica impõe condições que exigem um manejo agronômico de altíssima complexidade. Destacam-se dois grandes desafios:
Pressão fitossanitária severa: sem o “inverno esterilizador”, o enfrentamento a pragas, doenças e plantas invasoras precisa ser constante e pautado por muita tecnologia.
Solos intemperizados: cultivamos em solos antigos e naturalmente pobres em nutrientes, que demandam um esforço contínuo de estruturação e correção química, física e biológica.
Se a falta de um inverno rigoroso traz desafios, ela é, ao mesmo tempo, o nosso maior trunfo. O ambiente tropical transforma o desafio agronômico em uma janela de oportunidades sem precedentes para a oferta global de alimentos por meio da intensificação do uso da terra.
Isso é possível graças à abundância de radiação fotossinteticamente ativa aliada à disponibilidade hídrica em grande parte do nosso território. É exatamente essa conjugação que viabiliza o nosso modelo de duas a três safras anuais na mesma área, uma capacidade produtiva incomparável no mundo, que coloca o Brasil na vanguarda da segurança alimentar global.
Durval posa ao lado da lápide de Luiz Vicente de Sousa Queiroz, transferida para frente do prédio central da Esalq em 1964. Foto: Danilo Lysei/CLB.
5. Quais tecnologias ou modelos produtivos desenvolvidos no Brasil poderiam ser replicados em outros países tropicais? Na sua visão, quais são as principais contribuições que a agricultura tropical brasileira pode oferecer para a mitigação das mudanças climáticas, considerando os avanços na produtividade, sustentabilidade e adoção de tecnologias?
O Brasil viveu uma transição histórica: deixamos de importar pacotes tecnológicos de clima temperado, quase sempre incompatíveis com a nossa realidade, para nos tornarmos os maiores desenvolvedores de ciência agrícola tropical do mundo.
Hoje, o modelo mais valioso que temos para compartilhar com outras nações da zona intertropical, como países da África, Ásia e América Latina, baseia-se nas nossas tecnologias “poupa-terra”. Elas provam que é possível intensificar a produção e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente.
No campo dos insumos, destaco três inovações brasileiras que são perfeitamente replicáveis:
Sementes e melhoramento genético, a tropicalização: fomos pioneiros na adaptação de culturas de clima temperado para o calor. O desenvolvimento de cultivares de soja adaptadas a baixas latitudes, por exemplo, é um marco científico nosso. Essa mesma genética tem o potencial de revolucionar a produção em países africanos que possuem condições edafoclimáticas, solo e clima, muito semelhantes às do Cerrado brasileiro.
Defensivos e Manejo Integrado de Pragas, MIP: como a nossa dinâmica biológica não para ao longo do ano, desenvolvemos inteligência agronômica. Criamos protocolos rigorosos de Manejo Integrado de Pragas específicos para os trópicos, o que nos permite otimizar a eficiência dos defensivos químicos de forma muito mais racional, barateando custos e reduzindo impactos. Esse modelo de gestão é exportável para qualquer nação tropical.
A revolução dos insumos biológicos: este é o nosso grande salto atual e nossa principal vitrine global. O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de bioinsumos, biodefensivos e biofertilizantes. Desenvolvemos um modelo altamente escalável que utiliza a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio no solo. É uma tecnologia limpa, acessível e a solução ideal para ser replicada em outras nações em desenvolvimento.
“Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência, princípios.”
Profº Durval Dourado Neto
Nossa maior contribuição para a mitigação das mudanças climáticas é entregar ao mundo a prova empírica de que é perfeitamente possível expandir a oferta de alimentos sem a necessidade de supressão vegetal, desmatamento, de novas áreas.
A chave para isso é a intensificação sustentável, alicerçada na ciência desenvolvida para a ocupação inteligente do nosso território, e a adoção em larga escala das nossas já consolidadas tecnologias “poupa-terra”.
Na prática, geramos impacto climático positivo por meio de grandes frentes tecnológicas e de manejo, como o desenvolvimento de tecnologias para a correção e produção no Cerrado e a adoção do Sistema de Plantio Direto e do sistema de cultivo mínimo.
Além dessas conquistas, destacam-se o contínuo melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão, da cana-de-açúcar e de outras espécies, responsável por garantir maior resiliência climática e expressivos ganhos de produtividade; e a adaptação estratégica de espécies exóticas, com a introdução e o desenvolvimento de sistemas avançados de manejo de gramíneas forrageiras de origem africana, poáceas, que revolucionaram a pecuária brasileira e viabilizaram o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.
Importante citar os Sistemas Agroflorestais, SAFs, a revolução dos bioinsumos, os sistemas da Integração Lavoura-Pecuária, ILP, e da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, ILPF, que otimiza o uso do solo o ano inteiro, a recuperação de áreas degradadas e o uso racional de recursos, com aplicação de sistemas de irrigação de precisão e manejo inteligente de água e nutrientes.
Ao adotarmos essas tecnologias, vamos muito além de apenas evitar novas emissões: transformamos a agricultura em um gigantesco sumidouro de carbono.
O agronegócio brasileiro, quando pautado pelo rigor da ciência tropical que desenvolvemos, não é o antagonista do clima; ele é, de fato, a mais eficiente Solução Baseada na Natureza, NbS, Nature-based Solutions, operando em escala global.
Perfil
Durval Dourado Neto é membro da Academia Brasileira de Ciência Agronômica. Atua como pesquisador científico e professor titular, desde 2006, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo. É também atual coordenador do Centro de Agricultura Tropical Sustentável.
Cientista dedicado ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária, na Esalq teve passagens acadêmicas pela chefia do Departamento de Produção Vegetal, coordenação de curso de pós-graduação, vice-diretoria e diretoria da universidade, este último entre 2019 e 2023.
Graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa de Minas Gerais, UFV-MG, possui mestrado, com ênfase na área de concentração em Irrigação e Drenagem, e doutorado em Agronomia, área de concentração em Solos e Nutrição de Plantas, além de doutorado em Fitotecnia, ambos pela Universidade de São Paulo, Esalq/USP. Também tem especialização e pós-doutorado em Física do Solo e Modelagem em Agricultura pela University of California Davis, nos Estados Unidos.
Ao longo de quase 40 anos de carreira, ensinou a mais de 10,2 mil alunos de graduação, orientou 154 mestres e doutores, publicou 296 artigos científicos nacionais e internacionais, escreveu 50 livros e desenvolveu 81 softwares. Com atuação em todo o Brasil e em 62 países, destaca-se pela contribuição à pesquisa, à formação de recursos humanos e ao desenvolvimento da agricultura tropical do Brasil.
Natural de Goiânia, cresceu em Brasília e migrou para estudos na região Sudeste.