Economia cresce, mas perde ritmo no segundo trimestre
Na indústria, a produção avançou 0,2% em julho na comparação mensal
Na indústria, a produção avançou 0,2% em julho na comparação mensal - Foto: Canva
A economia brasileira avançou no segundo trimestre de 2026, mas os dados recentes apontam para uma perda gradual de ritmo, em meio a um cenário externo incerto. Segundo o Rabobank, o PIB cresceu 0,5% no período, acima das expectativas do mercado e da própria instituição, com contribuição positiva da agropecuária e da indústria extrativa.
Pela ótica da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo registrou o segundo trimestre consecutivo de alta. Mesmo com a desaceleração ante o crescimento de 1,1% no primeiro trimestre, o banco manteve a projeção de expansão de 1,8% para a economia brasileira em 2026 e de 2,2% em 2027.
Na indústria, a produção avançou 0,2% em julho na comparação mensal, abaixo das estimativas de 0,5% do mercado e do Rabobank. Em relação a julho de 2025, houve queda de 0,5%. No setor público, o resultado foi superavitário em R$ 1,4 bilhão pela métrica do Banco Central, enquanto a relação entre dívida bruta e PIB subiu 0,6 ponto percentual, para 82,5%.
A balança comercial manteve desempenho positivo em agosto, com superávit de US$ 7,4 bilhões. As exportações somaram US$ 33,2 bilhões e as importações, US$ 25,8 bilhões. No câmbio, o dólar encerrou a semana anterior a R$ 5,1290, com valorização de 1,26% do real. A projeção do Rabobank é de dólar a R$ 5,35 no fim do ano, diante da expectativa de menor diferencial de juros, possível recuperação da moeda americana e fragilidade fiscal em ano eleitoral.
No exterior, o mercado de trabalho dos Estados Unidos mostrou criação de vagas e desemprego estável em agosto. O conflito entre EUA e Irã segue no radar, enquanto o petróleo Brent permanece volátil e acima de US$ 90. No Brasil, a atenção da semana está voltada ao IPCA de agosto, esperado pelo Rabobank em queda de 0,29% no mês e alta de 4,25% em 12 meses.