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Economia mostra sinais mistos em maio

Na atividade, a produção industrial avançou 0,1% em março


Na atividade, a produção industrial avançou 0,1% em março Na atividade, a produção industrial avançou 0,1% em março - Foto: Canva

A economia brasileira entrou em maio com sinais mistos, combinando resiliência em parte da atividade, inflação ainda pressionada e um ambiente externo marcado por incertezas comerciais e geopolíticas. A avaliação é do Rabobank, que aponta manutenção dos riscos no cenário internacional e ajustes nas projeções para câmbio e indicadores domésticos.

No exterior, o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump em Pequim reforçou o diálogo entre China e Estados Unidos, mas terminou sem avanços concretos em temas como tarifas, tecnologia e acesso a mercados. Com isso, o cenário das relações comerciais permanece praticamente inalterado no curto prazo. O banco também destaca a aprovação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, em votação apertada no Senado dos EUA, em meio ao debate sobre juros e inflação elevada. Nesse contexto, o Rabobank projeta o dólar a R$ 5,40 no fim do ano, abaixo da estimativa anterior de R$ 5,55, mas ainda com perspectiva de valorização frente ao real.

No mercado de trabalho, o CAGED registrou a abertura líquida de 228,208 mil vagas formais em março, acima das projeções de mercado e do próprio Rabobank. Já a taxa de desemprego medida pela PNAD subiu para 6,1%, após um ciclo recente de queda. A arrecadação federal também manteve desempenho forte, alcançando R$ 229,2 bilhões em março, alta real de 5,0% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com influência do IOF. Apesar disso, o Governo Central teve déficit primário de R$ 73,8 bilhões, impactado pelo calendário de pagamento de precatórios.

Na atividade, a produção industrial avançou 0,1% em março, terceira alta consecutiva no ano. A balança comercial registrou superávit de US$ 10,5 bilhões em abril, recorde para o mês. O IPCA de abril desacelerou para 0,67%, mas alimentação e saúde seguiram pressionando o índice. No consumo, o varejo restrito cresceu 0,5% e atingiu patamar recorde na série histórica, enquanto o varejo ampliado subiu 0,3%. Em sentido oposto, os serviços recuaram 1,2% em março, sinalizando perda de tração no setor.
 

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