Efeito residual varia entre químicos e biológicos
Já os biológicos têm potencial para prolongar esse efeito residual
Já os biológicos têm potencial para prolongar esse efeito residual - Foto: Divulgação
O uso de tratamentos de sementes tem papel central no manejo inicial das lavouras, especialmente na proteção contra patógenos de solo e no estímulo ao desenvolvimento das plântulas. Segundo Fernando Souza, fundador da Ag4study, a comparação entre produtos químicos e biológicos envolve principalmente a duração do efeito residual e as condições necessárias para sua atuação.
De forma geral, produtos químicos apresentam um período de ação mais previsível, com média entre 14 e 15 dias, variando conforme fatores climáticos e características do solo. Nesse intervalo, a proteção é considerada essencial para garantir uma barreira contra organismos prejudiciais, favorecendo o estabelecimento inicial da cultura.
Já os biológicos têm potencial para prolongar esse efeito residual, uma vez que envolvem microrganismos capazes de se multiplicar no ambiente. Esse processo, no entanto, depende diretamente de condições favoráveis no solo. Fatores como umidade, teor de matéria orgânica e pH influenciam diretamente a atividade metabólica desses organismos, impactando sua capacidade de crescimento, ação e interação com o ambiente.
Apesar dessa característica, a multiplicação não ocorre de forma ilimitada. A quantidade aplicada representa uma fração muito pequena em relação à população microbiana já existente no solo, o que impõe uma forte competição. Além disso, o sucesso do estabelecimento depende do cenário encontrado no momento da introdução, o que pode limitar o desempenho esperado.
A expectativa de uma ação contínua e indefinida, portanto, não se sustenta na prática. O desempenho dos biológicos está condicionado a um conjunto de variáveis que precisam ser consideradas para que o efeito residual seja de fato ampliado.