Efeitos da chuva

Agronegócio

Efeitos da chuva

A chuva influenciou o andamento das atividades agropecuárias em diversas regiões do país. Veja um balanço da situação
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Nas últimas semanas, a chuva influenciou o andamento das atividades agropecuárias em diversas regiões do país. Veja um balanço da situação.

Entre os dias 21 de junho e 21 de agosto, já choveu mais do que o normal para o período em várias regiões do país. No norte do Paraná, choveu cem por cento acima do normal.

No município de Ribeirão Preto, norte de São Paulo, historicamente o volume de precipitação entre os meses de junho e agosto é de cerca de 50 milímetros. Mas esse ano já choveu o dobro.

A cana está esperando para ser colhida, mas a umidade impede a queima e as máquinas não conseguem entrar nos canaviais.

O café dos produtores do sul de Minas Gerais também está prejudicado. Em algumas áreas choveu cem por cento a mais do que o normal.

Em Varginha, a colheita está parada. Mas o grande problema é o café que está secando no terreiro. Mesmo quem cobre o grão com lona não consegue fugir de prejuízos.

Em Sinop, no norte de Mato Grosso, normalmente o tempo é seco nesta época do ano. A chuva dos últimos dias pegou os agricultores de surpresa. E é uma correria para cobrir a montanha de milho com lonas. As máquinas aceleram o trabalho de remoção do produto no tempo.

O que ninguém esperava aconteceu. Em 2007 e 2008 as primeiras chuvas na região norte de Mato Grosso foram registradas só a partir de 20 de setembro. Com quase um mês de antecedência, este ano o clima pegou todo mundo de surpresa. Gerou transtorno e prejuízos.

O produto molhado vai para o secador. Mesmo assim, boa parte do que fica no chão acaba se perdendo.

“A nossa empresa possui várias unidades em quase todo o Mato Grosso. Então, isso faz com que a gente consiga dar um destino, mas não é o que acontece com a maioria. Com certeza, vai causar problema”, avaliou Dalton Cagnini, gerente do armazém.

No Amazonas, houve uma cheia histórica no primeiro semestre do ano. A vazão dos rios está demorando e quem sofre é o gado. Milhares de cabeças já morreram de fome. Como os rios continuam cheios, bois e búfalos ainda não podem deixar as áreas altas, onde acabou a pastagem. Esse é o caso da fazenda em Itacoatiara. Com a falta de comida, o gado busca alternativas na mata e acaba se alimentando de ervas venenosas.

No norte do Ceará, os agricultores estão acostumados a enfrentar a seca nesse período. Mas desta vez vivem uma situação diferente.

Em Groaíras, há uma cena rara nesta época: agricultores colhem a segunda safra deste ano. Os grãos vão garantir o alimento de muitas famílias até o próximo período de chuvas, no ano que vem.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, a chuva nos próximos três meses deverá ser normal no Norte e no Nordeste. Nas outras regiões do país, deve chover acima da média.


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