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Manutenção da irrigação pode reduzir custos e economizar água

Revisões em bombas, pivôs e aspersores ajudam a evitar falhas e desperdícios


Foto: Pixabay

A manutenção preventiva dos sistemas de irrigação durante o intervalo entre safras pode prolongar a vida útil dos equipamentos, reduzir o risco de falhas e melhorar o uso de água e energia na agricultura. Segundo informações divulgadas pelo Governo da Argentina, especialistas do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), em Colonia 25 de Mayo, na província de La Pampa, recomendam revisar bombas, estações de bombeamento, pivôs centrais e aspersores antes do início da próxima campanha. A iniciativa busca evitar paradas durante o período produtivo, reduzir gastos com reparos emergenciais e garantir uma distribuição mais uniforme da água nas lavouras.

Carolina Aumassanne, pesquisadora da Agência de Extensão Rural do INTA em Colonia 25 de Mayo, destaca que o intervalo entre safras é o momento mais adequado para realizar uma revisão completa dos equipamentos. “O período entre safras se apresenta como a oportunidade ideal para realizar uma manutenção preventiva completa: antecipar-se nesse período não só evita paradas e quebras dispendiosas em plena produção, como também otimiza o consumo de energia, prolonga a vida útil dos equipamentos e garante que o sistema inicie funcionando em sua capacidade máxima”, afirma.

Segundo informações divulgadas pelo Governo da Argentina, a equipe do INTA trabalha para orientar os produtores nas avaliações técnicas e oferecer ferramentas para melhorar a eficiência dos sistemas de irrigação.

Nas estações de bombeamento, a recomendação é começar pela limpeza geral da área e pela revisão do sistema elétrico. O trabalho deve incluir a inspeção de contatores, chaves de partida e dispositivos de partida suave (soft starters), com verificação do estado dos componentes, limpeza dos contatos e ajustes necessários. Também é importante identificar peças que chegaram ao fim da vida útil e precisam ser substituídas antes do início da próxima safra.

As bombas de água exigem atenção especial por serem responsáveis pelo funcionamento hidráulico do sistema. Aumassanne recomenda inspeções técnicas antes e depois de cada partida, com controle das vazões, substituição de vedações desgastadas e acompanhamento preventivo das condições do motor.

Esses procedimentos ajudam a identificar problemas que podem comprometer o funcionamento dos equipamentos e provocar danos mais graves durante a operação.

Nos sistemas de pivô central, a manutenção deve aproveitar as pausas na produção para uma inspeção detalhada. Entre os pontos prioritários estão o ajuste dos pneus, a verificação dos níveis de óleo da transmissão e a substituição oportuna de componentes desgastados.

Como o pivô central reúne diversas peças móveis, a revisão antecipada contribui para reduzir o risco de falhas e evitar que problemas mecânicos prejudiquem o início da próxima temporada.

A distribuição uniforme da água também depende das condições dos aspersores e dos reguladores de pressão. Por isso, os especialistas recomendam verificar o estado desses componentes e realizar testes de precipitação para confirmar se os bicos fornecem a vazão adequada às necessidades da cultura.

Além da inspeção dos equipamentos, o diagnóstico hidráulico periódico é uma ferramenta importante para avaliar a eficiência do sistema. A análise deve considerar vazões, pressões e precipitação real, permitindo identificar perdas de desempenho que nem sempre são perceptíveis visualmente. “Obter um diagnóstico hidráulico periódico — vazões, pressões e precipitação real do equipamento — permite a detecção oportuna de perdas de eficiência que nem sempre são visíveis a olho nu”, afirma Aumassanne.

A pesquisadora reforça que a revisão das estações de bombeamento, das bombas e dos pivôs, acompanhada da calibração dos aspersores, deve ser considerada uma decisão estratégica para a propriedade.

A manutenção preventiva pode contribuir para reduzir despesas com reparos, melhorar o aproveitamento da água e da energia e aumentar a confiabilidade dos equipamentos ao longo da safra. “Um diagnóstico hidráulico periódico que avalia as taxas de fluxo, as pressões e a precipitação real permite-nos identificar perdas de eficiência invisíveis a olho nu antes que afetem a cultura”, conclui Aumassanne.

Dessa forma, o período entre safras representa uma oportunidade para corrigir falhas, substituir componentes desgastados e ajustar os sistemas de irrigação antes que as lavouras voltem a exigir operações contínuas.

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