Embrapa Amazônia Ocidental participa da AgroBrasília com tecnologias para produção de bananas
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Imagem: Marcel Oliveira

BANANA

Embrapa Amazônia Ocidental participa da AgroBrasília com tecnologias para produção de bananas

Desperfilhador por roto-compressão desenvolvido pelo Embrapa Amazônia Ocidental
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A Embrapa Amazônia Ocidental participa da AgroBrasília 2020 com a apresentação de duas tecnologias voltadas para a produção de banana. Em virtude da pandemia, a feira será realizada totalmente de forma virtual nessa edição, entre os dias 06 e 10 de julho, e além de exposição de tecnologias produtos e serviços, também terá a transmissão de lives (transmissão de vídeo ao vivo), palestras e conteúdos exclusivos, reunindo personalidades e especialistas do agro. As tecnologias que serão apresentadas pela Embrapa Amazônia Ocidental são o controle da sigatoka-negra na bananeira, por meio da deposição de fungicidas na axila da segunda folha; e o desperfilhador por roto-compressão.
 
Causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, a sigatoka-negra afeta variedades de bananeira não resistentes e tem se alastrado por diferentes estados pelo Brasil. Para amenizar esse problema e viabilizar a produção de bananas de espécies que são suscetíveis à doença, pesquisadores da Embrapa desenvolveram uma técnica que permite maior eficiência e menos custos para o produtor. A técnica consiste na aplicação de fungicida em local específico da bananeira, chamado de axila da segunda folha. Com isso é possível diminuir o número de aplicações necessárias de fungicida, com maior efetividade no combate à doença, e com ganhos econômicos para o produtor, além de menos impactos para o meio ambiente. 
 
Para uso dessa técnica foi elaborado um equipamento adaptado a partir de uma seringa veterinária, mangueira de silicone ou látex e um cano com uma das pontas curvadas. O equipamento permite colocar gotas do fungicida na axila da segunda folha. Dependendo do produto comercial, a dose recomendada de fungicida é de 1 a 2 ml por planta. A dosagem exata é ajustada na seringa. Com isso se evita a dispersão do produto no ambiente e se torna possível controlar a doença com apenas três aplicações por ciclo produtivo, que seria em torno de dez a 12 meses. De acordo com o pesquisador Luadir Gasparotto, para chegar a essa técnica foram realizados inúmeros testes, tanto com produtos como em relação ao local de aplicação, e os resultados verificados em plantios comerciais são bastante positivos para o controle da sigatoka-negra. 
 
Outra tecnologia que será mostrada na AgroBrasília é o equipamento desenvolvido pela Embrapa Amazônia Ocidental para desperfilhar bananeiras. O desperfilhador por roto-compressão já pode ser encontrado no mercado brasileiro, ofertado por duas empresas licenciadas para fabricar e comercializar o produto: a Marcassio, de Atalanta (SC), e a Authomathika, de Sertãozinho (SP). O equipamento apresenta inúmeras vantagens em relação aos métodos até então utilizadas para o desperfilhamento, como maior ergonomia para o produtor e mais eficiência no processo. O desperfilhador por roto-compressão também agiliza o trabalho do agricultor, possibilitando a visita de um número maior de bananeiras por dia.
 
O desperfilhador por roto-compressão funciona apenas com a força do operador, não sendo necessária qualquer energia complementar, como baterias ou eletricidade. Com a aplicação da força do operador para baixo, uma mola do desperfilhador é comprimida, fazendo a broca girar e penetrar o perfilho, destruindo sua gema apical. A bananeira produz grande número de perfilhos (brotos), o que resulta em quantidade elevada de plantas em cada touceira. A competição entre elas reduz a produção do bananal e a qualidade dos frutos. Para que a produção seja mantida da forma ideal, é fundamental realizar o desperfilhamento, conduzindo a touceira com uma mãe, um filho e um neto. Assim, o agricultor deve selecionar os perfilhos vigorosos e eliminar os demais. O desperfilhamento, apesar de simples, é crucial para o sucesso do plantio e aumenta a vida útil dos bananais.
 
De acordo com José Olenilson Costa Pinheiro, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Ocidental, as duas tecnologias visam a redução de custos e o aumento da produtividade, especialmente para agricultores familiares. “Ambas as tecnologias buscam maior eficiência agronômica, econômica e ambiental, com resultado no aumento na renda das famílias”, ressaltou. Segundo Pinheiro, as tecnologias foram desenvolvidas no estado do Amazonas, mas podem ser utilizadas em outras partes do país. 
 
AgroBrasília - Realizada desde 2008, a AgroBrasília é hoje uma das principais feiras agropecuárias da região Centro-oeste do país, disponibilizando tecnologias e negócios para empreendedores rurais de diversos portes e segmentos. O acesso à feira será livre e gratuito, pelo site www.digital.agrobrasilia.com.br, com possibilidade de acompanhar toda a programação. Nesse ano entre os temas de destaque estão: a economia do agro no pós-pandemia, o uso e conservação de água, o potencial da vitivinicultura no Planalto Central e o diferencial das mulheres do agronegócio.

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