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Empresa alemã planeja investir em biocombustível no Brasil

A Epuron planeja construir unidades produtoras de biocombustíveis nos Estados Unidos e no Brasil


A Epuron, empresa de investimentos da Alemanha especializada em energia renovável, planeja construir unidades produtoras de biocombustíveis nos Estados Unidos e no Brasil, como parte de sua expansão internacional.

"Nos EUA, temos duas a três opções firmes de projetos com sócios", disse à Reuters o gerente da companhia, Nikolaus Krane. Não está definido ainda se a instalação ficará perto de um centro de consumo ou da oferta de matéria-prima, o milho.

No Brasil, a unidade será construída numa região produtora de cana-de-açúcar "pelo fato de essa matéria-prima ser imbatível como insumo para o álcool", acrescentou ele.

"Estamos avaliando atualmente três projetos com parceiros que já têm experiência no setor, assim como conhecimento de como a cana de açúcar é produzida e colhida."

O executivo não deu mais detalhes sobre os projetos. Mas disse que o tamanho dos investimentos provavelmente seria semelhante à unidade anunciada pela Epuron em fevereiro, que prevê uma planta de 130 milhões de euros para produzir 200 mil metros cúbicos de etanol/ano na Alemanha a partir de grãos.

Os parceiros da Epuron são a cooperativa agrícola alemã Agravis Raiffeisen, principal cerealista da região e que fornecerá a matéria-prima, e a MAN Ferrostaal, divisão do grupo manufatureiro alemão MAN, que dará suporte técnico ao empreendimento.

A Epuron desenvolve, financia e opera projetos de energia renovável solar, eólica, agroenergética e térmica. Até o momento, os projetos financiados pela Epuron tiveram investimentos de mais de 550 milhões de euros. As participações nos projetos são geralmente vendidas a investidores institucionais.

A companhia com sede em Hamburgo é subsidiária da alemã Conergy AG, uma produtora de equipamentos de energia solar e eólica. A estratégia da Conergy é diversificar suas atividades. Ela pretende que em 2008 50 por cento de suas vendas não estejam relacionadas à energia solar e que 50 por cento dessa receita seja obtida fora da Alemanha.

Os projetos de álcool no Brasil e nos Estados Unidos estariam dentro dessa estratégia. Krane acredita que a mistura de etanol a combustíveis fósseis poderá aumentar substancialmente, com a intensificação dos debates sobre o aquecimento global.

O álcool parece ter melhores perspectivas que o biodiesel, que já tem uma grande produção em alguns países, incluindo a Alemanha. "Temos visto um crescimento considerável do interesse dos investidores institucionais em energia renovável, desde o recente debate sobre o aquecimento global", disse.

Em 2006, a receita da Epuron foi de 267 milhões de euros, contra 139 milhões em 2005. O diretor planeja um crescimento substancial das vendas em 2007.

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