Empresa catarinense será capaz de produzir mudas de Butia catarinensis
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Imagem: Divulgação
AGRICULTURA

Empresa catarinense será capaz de produzir mudas de Butia catarinensis

Através de técnica inovadora e de uma câmara de germinação será possível obter novas mudas da fruta em até 45 dias
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Após alguns anos de pesquisas, sempre utilizando recursos próprios, a SulGesso, através da sua área agronômica, conseguiu, a partir do uso de uma moderna câmara de germinação, quebrar a dormência de sementes da espécie Butia catarinensis. Em outras palavras, foi possível “antecipar” a germinação dessa semente, que na natureza leva até 2 anos para acontecer – e com a tecnologia agora utilizada tudo isso pode ocorrer em aproximadamente 45 dias.

De acordo com a diretora de marketing, Isabela Ferreira Rousseau, o sucesso desse trabalho de pesquisa, bem como de todo o processo, significa um avanço valioso no combate à extinção dessa espécie de grande valor social, econômico e nutricional. “Esse feito significa um grande marco na preservação do Butia catarinensis, uma espécie tão importante para a região seja no aspecto econômico, histórico e ambiental”, destaca.

A produção das mudas é um dos primeiros frutos do Centro de Gestão Ambiental da SulGesso, que abriga um viveiro de plantas nativas e uma área de 250 mil metros quadrados destinada à preservação da espécie Butia catarinensis. O projeto contou ainda com a parceria científica do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (DDPA).

“A SulGesso trouxe a técnica dos pesquisadores gaúchos para Santa Catarina para poder obter a germinação dessas sementes em 45 dias, feito que desconhecemos ser realizado por outra empresa ou entidade até o momento”, ressalta a engenheira agrônoma Morgana Tuzzi, responsável pelo projeto na SulGesso. A agrônoma explica que a chamada câmara de germinação utilizada no procedimento foi adquirida com recursos investidos pela própria empresa, e os experimentos tiveram um bom tempo de pesquisa e desenvolvimento. “A câmara é utilizada para quebrar a dormência das sementes, através do controle de parâmetros ambientais”. 

Além do time da SulGesso, estão envolvidos diretamente no projeto os pesquisadores do DDPA Adilson Tonietto e Gilson Schlindwein, que são especialistas em pesquisas de germinação de butiá e atuam no ramo há mais de 10 anos. A pesquisa dos profissionais do RS, que iniciou em 2006, até então era voltada principalmente ao Butia odorata, espécie muito conhecida na região do Rio Grande do Sul e, em 2018, iniciaram os trabalhos com a variedade Butia catarinensis.

O pesquisador Doutor do DDPA, Adilson Tonietto, ressalta que a partir do protocolo de germinação desenvolvido no DDPA e do intercâmbio de tecnologia, será possível ajudar na perpetuação da planta no Estado. “Estamos passando para a SulGesso este protocolo para ser aplicado à espécie de butiazeiro de ocorrência em SC, que é o Butia catarinensis. Com o repasse desta tecnologia, a SulGesso será capaz de produzir mudas de butiazeiro, possibilitando a recuperação de áreas onde essa espécie foi reduzida”, explica o pesquisador.

Para a engenheira agrônoma Morgana Tuzzi, esta é uma grande conquista da SulGesso que poderá ser colocada à serviço da comunidade. “Poder quebrar a dormência da semente de uma planta ameaçada de extinção significa uma esperança e um novo horizonte no campo da preservação do butiá”, finaliza.

Butia catarinensis

Planta nativa e muito comum no Sul do Brasil, o Butia catarinensis – o popular butiá - integra a paisagem e a cultura de Santa Catarina, especialmente na região de Imbituba. No entanto, apesar de toda a rica história, a espécie está ameaçada de extinção. Diante disso, ações de preservação vêm sendo realizadas por entidades ambientais e até mesmo por empresas da iniciativa privada como a SulGesso, que vem mantendo ao longo dos anos projetos de preservação da flora nativa da região, com ênfase no butiá.

“O butiazeiro foi priorizado em nossa pesquisa pela sua condição de espécie ameaçada de extinção, tendo como principal gargalo a produção de mudas, pois suas sementes têm dormência, o que dificulta sua germinação sem um tratamento prévio”, destaca ainda Adilson Tonietto.


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