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Epagri estuda tecnologias de combate a uma das piores doenças da maçã

Epagri busca soluções inovadoras contra doença que afeta macieiras em SC


Foto: Funtrab

O Estado que mais produz maçã no Brasil quer continuar produzindo também a melhor do mundo. E, para isso, aposta em estratégias com o objetivo de garantir a qualidade da fruta que tão bem faz à saúde e à economia.

Um destes investimentos vem em forma de estudo. Cientistas da Estação Experimental da Epagri em Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina, dedicam-se a identificar novas moléculas para controle da Mancha Foliar de Glomerella, doença fúngica que, no verão, afeta a macieira, especialmente a variedade Gala, e causa a queda prematura das folhas, prejudicando o crescimento da planta.

Paralelamente, são estudados fungicidas protetores – novos e outros já existentes – para melhorar a eficiência de controle no campo. Também são testados novos atomizadores e pulverizadores, como os de torre, para diminuir o volume de calda (quantidade total de líquidos – água mais produto) e melhorar a cobertura dos pomares.

“É uma doença preocupante e que prejudica muito a produtividade e a rentabilidade do produtor. Por isso, a partir do momento em que os nossos estudos começarem a ter resultado, vamos tentar incorporar ao manejo para facilitar a vida dos produtores, tornando a atividade mais sustentável”, diz o engenheiro-agrônomo e pesquisador Claudio Ogoshi.

A Estação Experimental da Epagri em Caçador está empenhada em eliminar de vez o problema da Mancha Foliar de Glomerella. Com o objetivo de descobrir novos genes relacionados à resistência genética contra a doença, os cientistas realizam a análise transcriptômica de macieiras resistentes. 

A análise transcriptômica é uma técnica moderna que se destaca entre as mais confiáveis e rápidas para geração de informações sobre um determinado processo biológico de como a planta está se defendendo quando atacada pelo fungo que causa a doença. Isso porque o transcriptoma possibilita o acesso ao perfil de expressão de todos os genes envolvidos em uma determinada condição. 

“Hoje a gente trabalha com uma resistência de um único gene, e isso faz com que a durabilidade desta resistência possa não ser tão longa. Então, o nosso objetivo é tentar descobrir outros genes relacionados à resistência a esta doença. Assim, conseguiremos incluir todos estes genes num único novo cultivar de macieira via melhoramento clássico, fazendo hibridações e seleção das plantas resistentes”, acrescenta o engenheiro-agrônomo e pesquisador Marcus Vinícius Kvitschal.

A partir dos estudos desenvolvidos em Caçador, a Epagri almeja fornecer novos cultivares ao setor produtivo, com resistência forte e de longa duração contra a doença. A expectativa é de que isso permita cultivar as macieiras de maneira mais fácil, barata e com menor impacto ambiental, uma vez que o número de aplicações de fungicidas, que é um grande problema para o setor produtivo, seja consideravelmente menor.

“A Mancha Foliar de Glomerella é a doença mais terrível para o setor da maçã brasileira. É extremamente grave, agressiva e de difícil controle. Não existe forma mais fácil e barata de controlar uma doença numa planta do que via resistência genética. É muito mais fácil, barato e sustentável trabalhar com cultivares resistentes. E este é o propósito do projeto que estamos desenvolvendo”, conclui Marcus Kvitschal.

Por Pablo Gomes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc

Informações para a imprensaIsabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri(48) 3665-5407 / 99161-6596

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