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Escolha da braquiária afeta produtividade do milho

O milho consorciado com Mavuno manteve produtividade equivalente à do cultivo solteir


O milho consorciado com Mavuno manteve produtividade equivalente à do cultivo solteiro O milho consorciado com Mavuno manteve produtividade equivalente à do cultivo solteiro - Foto: Divulgação

A escolha da forrageira no consórcio com milho pode ter impacto direto sobre a produtividade de grãos e o desempenho do sistema. Pesquisa realizada em Jaboticabal mostrou que diferentes tipos de braquiária apresentam níveis distintos de competição com a cultura.

O estudo da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da UNESP comparou milho solteiro, milho consorciado com braquiária híbrida Mavuno e milho com braquiária ruziziensis, além de diferentes doses de nitrogênio. O experimento ocorreu entre outubro de 2025 e abril de 2026.

O milho consorciado com Mavuno manteve produtividade equivalente à do cultivo solteiro. Já o uso de ruziziensis reduziu a produção de grãos em cerca de 13%. Na comparação entre os consórcios, a diferença chegou a 1.332 quilos por hectare, aproximadamente 22 sacas a favor do sistema com Mavuno.

Considerando o preço médio de R$ 65,55 por saca em julho de 2026, essa diferença representaria cerca de R$ 1.450 por hectare em receita bruta adicional. Em 100 hectares, o valor poderia chegar a aproximadamente R$ 143 mil.

Segundo a pesquisa, o resultado está relacionado ao desenvolvimento inicial das forrageiras. A ruziziensis apresentou crescimento mais agressivo e maior competição com o milho, enquanto o Mavuno teve desenvolvimento mais equilibrado. Em cultivo exclusivo, o híbrido também produziu 14.280 kg de matéria seca por hectare, ante 9.603 kg/ha da ruziziensis.

"O consórcio não é uma receita única. Cada material tem um comportamento agronômico diferente e isso precisa ser considerado na tomada de decisão. Trabalhos como esse ajudam o produtor a escolher com base em evidências, entendendo como a braquiária híbrida Mavuno pode contribuir para preservar a produção de grãos do milho e fortalecer o sistema de produção como um todo”, conclui Tiago Penha Pontes, engenheiro agrônomo e gerente técnico da Wolf Seeds.
 

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