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Estados do Sul estão preparados para a segunda onda de gripe A

Secretários de Saúde se reúnem na Expointer


Os estados do Sul - Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná - deverão receber um tratamento diferenciado do Ministério da Saúde quando acontecer a segunda onda da gripe A (H1N1). Esta foi uma das decisões de uma reunião, nesta sexta-feira (4), entre os secretários da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, de Santa Catarina, Luiz Eduardo Cheren, e do Paraná, Gilberto Martim.

A pauta principal do encontro - realizado no Parque Assis Brasil, em Esteio, onde ocorre a terceira reunião de 2009 dos integrantes do Conselho de Desenvolvimento e Integração do Sul (Codesul) - foi o enfrentamento da epidemia. Também foram avaliadas as medidas já tomadas pelos três estados. Embora esteja prevista uma nova onda da gripe, ainda não se sabe quando ela virá.

Osmar Terra lembrou que, nos meses de junho, julho e agosto, não houve falta de Tamiflu (medicamento antiviral usado no tratamento da gripe A). Conforme o secretário, os postos de saúde atenderam em três turnos e houve um esforço na oferta de leitos de UTIs:

"Já estamos em entendimentos com o Ministério da Saúde no sentido de garantir para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná, que tiveram os maiores números de casos, uma quantidade maior de vacinas. O Brasil vai receber 37 milhões de doses, e vamos reivindicar 40% delas", disse Terra.

As secretarias vão definir um perfil epidemiológico de quem deverá receber a vacina. Jovens adultos entre 15 e 25 anos, pessoas obesas, portadoras de problemas renais ou cardíacos e mulheres em idade fértil estão entre as pessoas que deverão ser priorizadas.

O secretário Gilberto Martim acrescentou: "Os estados do Sul concentram hoje o maior número de casos de gripe do país, uma vez que têm condições climáticas muito semelhantes. Em razão disso, decidimos unificar algumas ações, como pedir o tratamento diferenciado em relação à vacina".

Participaram também da reunião o superintendente de Vigilância em Saúde do Paraná, José Lucio dos Santos, e Marilina Bercini, chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Rio Grande do Sul.
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