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Estoques baixos sustentam preço dos combustíveis

O recuo do petróleo refletiu o alívio diplomático que predominou ao longo da semana


O recuo do petróleo refletiu o alívio diplomático que predominou ao longo da semana O recuo do petróleo refletiu o alívio diplomático que predominou ao longo da semana - Foto: Pixabay

Os mercados de petróleo e combustíveis encerraram a última semana sob influência de sinais contraditórios entre diplomacia, oferta e estoques globais. Segundo análise da StoneX, o contrato mais ativo do Brent fechou o período em queda de 6,4%, negociado ao redor de USD 101,3 por barril, enquanto os futuros do WTI seguiram trajetória semelhante e terminaram a semana em USD 95,42 por barril.

O recuo do petróleo refletiu o alívio diplomático que predominou ao longo da semana, antes de ser parcialmente revertido pelos combates de quinta-feira. A retomada das ofensivas no Oriente Médio e o menor otimismo em relação às conversas de paz entre Teerã e Washington ajudaram a sustentar as cotações na sexta-feira, dia 8, mesmo após a forte queda acumulada no período.

No mercado de diesel, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD avançou 1,5% na semana e encerrou a sexta-feira, dia 24, a USD 3,946 por galão. No mesmo intervalo, o diferencial entre NY Harbor ULSD e Brent recuou e chegou a operar em USD 57,6 por barril na sexta-feira, dia 1º, queda de 10,2%.

Apesar da pressão sobre o petróleo, a queda dos preços do diesel foi menor. O movimento foi influenciado pela redução contínua dos estoques do combustível em escala global, o que ampliou os temores de um choque de oferta mais amplo no mercado de combustíveis. Esse recuo das reservas já é observado nas principais regiões consumidoras do derivado fóssil, como América do Norte, Europa e Ásia, mantendo o diferencial com o petróleo em patamar elevado.

A gasolina também fechou a semana em queda, com recuo de 1,9% e negociação próxima de USD 3,52 por galão, acompanhando o forte ajuste do petróleo. Ainda assim, o diferencial entre RBOB e Brent avançou 9,3%, para USD 46,8, em meio à divergência entre o óleo bruto e o derivado. A situação segue pressionada pelo recuo acelerado das reservas norte-americanas e pelo menor volume importado pelos Estados Unidos, afetado pela oferta mais limitada das refinarias europeias.
 

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