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EUA acendem alerta contra praga que ameaça rebanhos

As atividades previstas incluem o aprimoramento de sistemas de vigilância


As atividades previstas incluem o aprimoramento de sistemas de vigilância As atividades previstas incluem o aprimoramento de sistemas de vigilância - Foto: Bing

A abertura de uma nova estrutura de pesquisa voltada à sanidade animal reforça a estratégia dos Estados Unidos para enfrentar pragas que afetam a pecuária e ameaçam a produção de carne. O foco está no desenvolvimento de ferramentas e tecnologias capazes de monitorar, controlar e eliminar moscas e carrapatos invasivos, com impacto direto sobre a saúde dos rebanhos e a segurança do abastecimento alimentar.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, por meio do Serviço de Pesquisa Agrícola, inaugurou o Knipling-Bushland U.S. Livestock Insects Research Laboratory, em Kerrville. A instalação foi apresentada como um centro moderno para acelerar estudos contra pragas que atingem bovinos, incluindo moscas hematófagas, carrapatos e a mosca-da-bicheira do Novo Mundo.

Com 52 mil pés quadrados, o laboratório reúne espaços de pesquisa de última geração, estruturas avançadas para bovinos e um núcleo de genômica. As atividades previstas incluem o aprimoramento de sistemas de vigilância e captura, desenvolvimento de inseticidas e acaricidas, novas formas de aplicação de pesticidas em bovinos e animais silvestres, além de tratamentos sustentáveis para prevenir e reduzir surtos de artrópodes invasivos ou quarentenários.

A unidade também terá pesquisas sobre resistência a pesticidas e genômica de insetos, com o objetivo de identificar vulnerabilidades das pragas. O espaço abriga duas unidades do ARS: a Livestock Arthropod Pest Research Unit e a Veterinary Pest Genetics Research Unit. Juntas, elas atuam para melhorar a saúde, a sustentabilidade e a rentabilidade da pecuária norte-americana.

A inauguração retoma uma trajetória de cerca de 80 anos de pesquisas na região de Kerrville. Trabalhos anteriores contribuíram para a erradicação da mosca-da-bicheira nos Estados Unidos nos anos 1970, para o desenvolvimento de pesticidas como lactonas macrocíclicas e para o sequenciamento do genoma de mais de 25 espécies de artrópodes relevantes para a pecuária.

O laboratório leva o nome dos pesquisadores Edward F. Knipling e Raymond C. Bushland, ligados à técnica do inseto estéril. A abordagem foi decisiva no controle da mosca-da-bicheira nos Estados Unidos, México e América Central, e segue em uso para evitar que a praga volte a se estabelecer em território norte-americano.
 

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