EUA enviam trigo para assistência alimentar
O embarque está previsto para o verão no Hemisfério Norte
O embarque está previsto para o verão no Hemisfério Norte - Foto: Pixabay
A assistência alimentar internacional voltou a ter destaque com o anúncio de um novo envio de produtos agrícolas para países que enfrentam insegurança alimentar. A iniciativa prevê o uso de grãos e outros alimentos em programas emergenciais, com foco em regiões afetadas por dificuldades de abastecimento e acesso à comida.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou em 13 de maio que 20 mil toneladas de trigo cultivado no país serão enviadas no âmbito do programa Alimentos para a Paz. O carregamento faz parte de uma ação mais ampla, estimada em US$ 452 milhões, que prevê o envio total de 211 mil toneladas de produtos agrícolas a países como Etiópia, Quênia e Haiti.
O embarque está previsto para o verão no Hemisfério Norte e deve atender programas emergenciais de alimentação. Além do trigo, a iniciativa inclui outros produtos agrícolas, como arroz e sorgo. O trigo será destinado a ações na África Oriental, com distribuição pelo Programa Mundial de Alimentos.
Representantes da US Wheat Associates destacaram a concessão como a primeira remessa de trigo sob a administração do programa Alimentos para a Paz pelo USDA. A entidade também avaliou que a participação do órgão reforça o papel dos Estados Unidos não apenas como vendedor de grãos, mas como parceiro em ações de combate à fome.
A Lei de Alimentos para a Paz, também conhecida como Lei Pública 480, foi sancionada em 1954 pelo então presidente dos Estados Unidos, Dwight D. Eisenhower. Desde sua criação, o trigo norte-americano tem sido uma mercadoria relevante na assistência alimentar, frequentemente representando metade da ajuda em espécie e consumindo cerca de 1 milhão de toneladas do produto por ano.
Em dezembro de 2025, o USDA e o Departamento de Estado dos EUA assinaram um acordo interinstitucional para que o USDA assumisse a administração do programa. O órgão já opera outras iniciativas internacionais de alimentação em espécie, como o McGovern-Dole Alimentos para a Educação e o Alimentos para o Progresso. Uma transferência permanente, porém, dependeria de ação do Congresso.