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Europa ganha espaço nas exportações do agro gaúcho

Agro do RS exportou US$ 1,62 bilhão


Foto: Divulgação

As exportações do agronegócio gaúcho alcançaram US$ 1,62 bilhão em agosto de 2026, crescimento de 12,1% sobre igual mês do ano passado, mesmo com redução na quantidade embarcada. Segundo dados divulgados pela Farsul nesta quarta-feira, 9 de setembro, a mudança na composição da pauta exportadora, com maior participação de produtos de maior valor agregado, ajudou a elevar a receita do setor.

O volume exportado pelo agronegócio do Rio Grande do Sul caiu 8% na comparação anual, passando de 2,47 milhões de toneladas em agosto de 2025 para 2,27 milhões de toneladas no mês passado. Em sentido contrário, o valor das vendas avançou de US$ 1,45 bilhão para US$ 1,62 bilhão.

De acordo com a Farsul, o movimento foi acompanhado por uma elevação de 21,9% no preço médio implícito das exportações gaúchas. O resultado, no entanto, não representa uma valorização generalizada das cotações internacionais. Segundo o relatório, o avanço está relacionado principalmente à maior presença de mercadorias de maior valor agregado na pauta, entre elas óleo de soja e carnes.

No conjunto de todas as atividades econômicas, o Rio Grande do Sul exportou US$ 2,19 bilhões em agosto. O agronegócio respondeu por 74,2% desse valor e por 90,7% de todo o volume vendido ao exterior no período, segundo dados divulgados pela Farsul.

Ásia mantém liderança entre os mercados do agro gaúcho

A Ásia, sem considerar o Oriente Médio, continuou sendo o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho. A região comprou US$ 885,6 milhões e recebeu 1,61 milhão de toneladas em produtos. Apesar da liderança, o valor das vendas caiu 7% em relação a agosto de 2025.

A China permaneceu na primeira posição entre os países compradores, com US$ 612,6 milhões em aquisições. O mercado chinês concentrou 37,7% de todo o valor exportado pelo agronegócio do Estado em agosto, mas registrou retração de 15,3% na comparação anual, de acordo com a Farsul.

Depois da China, os principais compradores foram Bélgica, com US$ 75,2 milhões, Estados Unidos, com US$ 70,4 milhões, Índia, com US$ 68,2 milhões, Turquia, com US$ 58,3 milhões, e Países Baixos, com US$ 56,1 milhões.

Europa amplia compras de produtos do Rio Grande do Sul

O principal avanço entre os grandes mercados ocorreu na Europa. Segundo dados divulgados pela Farsul, as exportações para o continente mais que dobraram em relação a agosto do ano passado e atingiram US$ 341 milhões, com 197,9 mil toneladas embarcadas.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de fumo, carnes e farelo de soja. Considerada separadamente no levantamento, a União Europeia recebeu US$ 241,5 milhões em produtos do agronegócio gaúcho.

Outras regiões também mantiveram participação relevante nas vendas externas do setor. A América do Sul comprou US$ 105,9 milhões, enquanto o Oriente Médio respondeu por US$ 104,9 milhões. Para a América do Norte, as exportações somaram US$ 89,2 milhões.

Agro gaúcho acumula crescimento em 2026

O desempenho de agosto reforçou o avanço das exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul ao longo de 2026. Entre janeiro e agosto, o setor vendeu US$ 9,88 bilhões ao exterior, alta de 9,8% diante dos US$ 9 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2025, segundo a Farsul.

O volume acumulado também cresceu, passando de 13,92 milhões para 15,02 milhões de toneladas, aumento de 7,9%.

Entre os produtos que mais contribuíram para a expansão estão soja em grãos, óleo de soja, carne de frango in natura, farelo de soja, milho e bovinos vivos. As exportações de bovinos vivos apresentaram crescimento de 95% em valor no acumulado do ano.

Na direção contrária, fumo não manufaturado, trigo, couros preparados e celulose limitaram um avanço maior das receitas.

A China continuou como principal destino dos produtos do agro gaúcho entre janeiro e agosto, embora o valor tenha ficado estável na comparação com 2025. Índia, Países Baixos, Turquia, Egito e França ampliaram participação, enquanto Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Vietnã e Itália concentraram as principais perdas no período.
 

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