Excesso de chuva pode atrasar colheita no RS
Volume de chuva pode passar de 100 milímetros em apenas 24 horas,
Foto: Arquivo
Uma nova instabilidade avança no Sul do Brasil nesta quarta-feira (22) e deve seguir até quinta-feira (23), trazendo chuva forte, ventos intensos e risco às lavouras gaúchas e paranaenses. De acordo com dados divulgados pelo Agrotempo, as regiões mais afetadas ficam no centro-norte e nordeste do Rio Grande do Sul, onde cidades como Erechim, Frederico Westphalen, Nonoai e a região de Tapejara e Sananduva estão sob alerta. O volume de chuva nessas áreas pode passar de 100 milímetros em apenas 24 horas, um índice bem acima do esperado para o período.
Municípios como Passo Fundo, Marau, Lagoa Vermelha e Palmeira das Missões também devem registrar chuvas entre moderadas e fortes, ainda que de forma mais irregular. Já em Novo Hamburgo, São Leopoldo, Taquara, Parobé, Igrejinha, Montenegro e Bento Gonçalves, a chuva prevista é mais fraca, mas constante ao longo do dia — o que preocupa por deixar o solo cada vez mais encharcado. Em pelo menos 14 regiões do estado, a combinação de chuva e vento forte deve se manter por dois dias seguidos.
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Os números levantados mostram que Erechim pode acumular cerca de 59 milímetros de chuva nesta quarta-feira, volume bem acima da média histórica para a data. Frederico Westphalen deve receber 36,6 milímetros, e Nonoai, 53,2 milímetros. Na quinta-feira, a chuva perde força nessas cidades, mas o solo já deve estar saturado pela água acumulada no dia anterior.
O vento também é motivo de atenção: a previsão aponta rajadas de até 74,9 km/h em Curitiba (PR) e de 64,9 km/h em Pelotas (RS), além de rajadas de até 63 km/h em Camaquã. Ventos nessa intensidade podem prejudicar pulverizações com drones e aviões agrícolas e derrubar plantas em lavouras mais expostas.
O principal risco às lavouras é o encharcamento do solo, que pode sufocar as raízes das plantas em áreas mais baixas ou com drenagem ruim. A chuva também pode impedir a entrada de máquinas no campo, atrasando a colheita, além de facilitar a perda de nutrientes do solo e favorecer o surgimento de doenças nas plantas em razão da umidade elevada. Qualquer dano, porém, só pode ser confirmado com uma vistoria no local depois que a chuva passar.
Diante do cenário, a recomendação é que produtores e técnicos organizem janelas de trabalho mais curtas no campo, evitem pulverizações enquanto durar o risco de chuva forte, reforcem o acompanhamento da saúde das plantas e verifiquem se a drenagem das áreas plantadas está funcionando bem. Nos locais sob alerta de vento, também é recomendado proteger estruturas e equipamentos.