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Experiências da Região Sul são mostradas em fórum sobre integração gado e florestas em São Paulo

Foram apresentadas também as vantagens da integração e os cuidados que o produtor deve ter na introdução dos animais


O gerente regional adjunto da Emater/RS-Ascar de Bagé, Rodolfo Perske, mostrou as experiências bem sucedidas da integração milho, pastagem de aveia, ovinos, gado e florestas com eucalipto, ocorridas em propriedades beneficiarias do Programa Poupança Florestal nos municípios de Bagé e Caçapava do Sul no Forúm Sobre Integração Gado e Florestas de Eucalipto, ocorrido entre os dias 3 e 4 de julho no auditório da Fibria, em Jacareí, região Metropolitana de São Paulo. 

De acordo com Perske, foram apresentadas também as vantagens da integração e os cuidados que o produtor deve ter na introdução dos animais na área para não danificar as árvores. Após as vantagens, foram expostos os resultados obtidos nas áreas implantadas com a integração pecuária-floresta em 17 pecuaristas familiares no município de Bagé. "Em áreas de três hectares cada produtor, com espaçamentos entre as fileiras simples de eucalipto variando entre 8, 16 e 24 metros, implantaram pastagens de inverno com as espécies de azevem, cornichão e capim lanudo", relata Perske.

Essa palestra faz parte do termo de cooperação assinado entre a Emater/RS-Ascar e a Fibria que visa dar assistência técnica aos produtores interessados na condução da brotação nas suas florestas de eucalipto e assessorar aos agricultores a renovação das licenças ambientais junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

"Mostramos resultados efetivos de trabalho com integração pecuária-agricultura-floresta. Segundo os técnicos, as nossas informações serão referência para o projeto que pretendem fazer com produtores em São Paulo", destaca o gerente. 

Atualmente, o Programa Poupança Florestal possui 229 produtores e uma área plantada com 13.635 hectares com florestas de eucalipto distribuídos em 28 municípios, abrangendo os regionais da Emater/RS-Ascar de Bagé e Pelotas. A Fibria está colhendo a madeira nestas florestas e remunerando os produtores conforme o volume medido a qual está sendo levada para a fábrica de celulose no Espírito Santo. 

No evento, foram conhecidos projetos silvipastoris desenvolvidos pela Emater/RS-Ascar na região da Emater/RS-Ascar de Bagé e também o projeto da Embrapa em São Carlos/SP, ideias propostas pela Fibria, além de visitas a campo em áreas da empresa e de produtores rurais em São Paulo. 

Estiveram presentes representantes da Fibria, parceiros locais de projetos ligados à pecuária, como a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), SEBRAE, Universidade de Taubaté-UNITAU e a empresa COMEVAP. 

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