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Exportação ao Golfo recua em abril e no acumulado; agro segue 'no azul'

No acumulado do ano houve queda de 0,67%, com total de US$ 2,82 bilhões


Foto: Divulgação

Vendas aos países árabes da região caem 24,99% no mês, acumulam perdas de 0,67% sobre 2025 e agro ainda avança 1,97%

As exportações brasileiras para o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), formado por Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã, registraram em abril o segundo recuo do ano com o conflito no Oriente Médio. No mês, as receitas recuaram 24,99%, para US$ 455,54 milhões, sobre abril do ano passado. No acumulado do ano houve queda de 0,67%, com total de US$ 2,82 bilhões, segundo levantamento da Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, com base em dados do Governo Federal.

De acordo com a entidade, apesar do recuo, os números indicam que a demanda no CCG ainda é relevante, mesmo com o aumento dos custos logísticos provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que elevou despesas com fretes e seguros, além de impor a necessidade de transbordos rodoviários e aéreos por milhares de quilômetros.

“Os exportadores encontraram soluções logísticas para colocar seus produtos na região, ainda que a custos maiores. E os mercados árabes, mesmo nessa situação, ainda geram receitas expressivas, especialmente nas categorias do agronegócio, das quais dependem para a segurança alimentar de suas populações”, afirma Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

As vendas de produtos agropecuários para o CCG ainda estão no azul, acumulando alta no ano de 1,97%, ou US$ 1,76 bilhão, com frango, açúcar, carne bovina, milho e café na dianteira da pauta exportadora. Os dados mostram perdas em categorias importantes que foram, no entanto, contrabalançadas por avanços em outros produtos.

As exportações de frango acumulam queda de 5,98%, para US$ 791,19 milhões. Apesar disso, o Catar, que possui portos apenas no Golfo, ampliou as compras do produto em 13,82%, para US$ 70,29 milhões, recorrendo a portos sauditas no Mar Vermelho, ao transporte por caminhões e a aviões para manter o fluxo comercial. 

As vendas de açúcar cresceram 28,74% entre janeiro e abril, para US$ 442,59 milhões, com os principais avanços registrados na Arábia Saudita, onde a alta foi de 46,35%, e em Omã, com embarques de açúcar brasileiro saltando 6.332,27% no período, mesmo com parte dos portos do país afetados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.

A carne bovina segue com desempenho positivo no quadrimestre, avançando 28,77%, para US$ 219,30 milhões, e crescimento em todos os mercados do CCG. Em abril, no entanto, os números mostram uma desaceleração dos embarques, com as receitas recuando 46,90% em relação a março, num claro sinal de reversão de tendência.

O milho, em abril, registrou recuperação. Após embarques praticamente inexistentes em março, as vendas do grão somaram US$ 11,80 milhões no mês passado, acumulando no ano alta de 11,69%, totalizando US$ 73,01 milhões, com vendas impulsionadas sobretudo por negócios com o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos.

O café acumula alta de 58,50% no quadrimestre, com vendas de US$ 64,67 milhões. Os maiores aumentos foram vistos nos Emirados Árabes Unidos, na Arábia Saudita e em Omã, em meio a um movimento que parece ter sido de recomposição de estoques.

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