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Exportação de frutas cresce 13% no semestre

Frutas e hortaliças têm preços mistos em junho


Foto: Divulgação

Os preços do tomate recuaram na maior parte das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país em junho. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a média ponderada caiu 15,85% em relação ao mês anterior, levando o valor médio de comercialização para R$ 5,59 por quilo. Além do tomate, melancia, laranja e maçã também registraram redução nos preços na maioria das Ceasas pesquisadas, conforme o 7º Boletim Hortigranjeiro divulgado pela companhia nesta quarta-feira (22).

De acordo com a Conab, a queda do tomate foi provocada pelo aumento da oferta. A companhia informou que a intensificação da safra de inverno, mesmo com temperaturas mais baixas e maturação mais lenta, ampliou a disponibilidade do produto no mercado. O maior recuo foi observado na Ceasa de Recife (PE), onde a média ponderada caiu 61,32%.

Entre as hortaliças acompanhadas pela pesquisa, a batata apresentou redução de preços em seis das 11 Ceasas avaliadas. Apesar de encerrar junho com alta de 1,81% na média ponderada nacional, o produto ficou mais barato em Goiânia, Curitiba, Rio Branco, Recife, São Paulo e Belo Horizonte. Segundo a Conab, o movimento foi resultado do aumento da oferta proveniente da safra dos principais estados produtores.

A cenoura teve comportamento mais estável. A média ponderada subiu 0,83% em relação a maio, mas houve queda em cinco Ceasas, com os maiores recuos em Rio Branco e Vitória. Os aumentos mais expressivos ocorreram em Fortaleza, Belo Horizonte e Curitiba. A Conab explicou que a normalização das condições climáticas nas principais regiões produtoras favoreceu o desenvolvimento das lavouras e o avanço da colheita, ampliando a oferta.

A cebola, por sua vez, manteve a trajetória de alta iniciada em março. Em junho, a média ponderada avançou 8,46%, com preços maiores em dez Ceasas pesquisadas. A Conab atribuiu o movimento ao encerramento da safra da Região Sul, especialmente de Santa Catarina, e à ampliação da oferta proveniente de Minas Gerais e São Paulo.

A alface voltou a subir no atacado após dois meses de queda. Os preços aumentaram em sete das centrais analisadas, e a média ponderada nacional registrou alta de 11,99%. As variações foram amplas, indo de queda de 64,78% em Recife a aumento de 42,03% em Curitiba. Segundo a Conab, além da redução da demanda típica do período, as temperaturas mais baixas diminuem o ritmo de crescimento da cultura e reduzem a oferta.

No segmento de frutas, a melancia interrompeu a sequência de altas e fechou junho com queda média de 24,02% no atacado. Os preços recuaram em nove Ceasas, com redução de até 32% no Rio de Janeiro. A Conab informou que a menor demanda nos centros consumidores do Sul e do Sudeste, influenciada pelas temperaturas mais baixas do inverno, reduziu o consumo da fruta.

A laranja também ficou mais barata. A média ponderada caiu 13,20%, com recuo em oito centrais. Segundo a Conab, o cenário reflete a regularidade dos estoques de suco e a redução da demanda externa em comparação com anos anteriores, associada à mudança nos hábitos de consumo.

As cotações da maçã continuaram em queda, com redução média de 2,81%. O produto ficou mais barato em nove Ceasas, com os maiores recuos em Recife e São José. A Conab destacou que o aumento da oferta da variedade Fuji proveniente do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina pressionou os preços nos entrepostos atacadistas.

O mamão apresentou queda média de 1,56%, embora tenha registrado aumento em sete centrais. As variações foram de recuo de 43,15% em Fortaleza a alta de 51,13% no Rio de Janeiro. A Conab informou que a menor oferta da variedade formosa no norte do Espírito Santo e no sul da Bahia, somada ao clima mais frio, atrasou o amadurecimento dos frutos e influenciou as cotações.

Entre as frutas pesquisadas, apenas a banana registrou aumento na média ponderada, com alta de 2,10%. O produto ficou mais caro em nove centrais devido à redução da oferta, influenciada pelas temperaturas mais baixas nos principais estados produtores. Em Minas Gerais, principal fornecedor, a oferta caiu 11%.

No mercado externo, as exportações brasileiras de frutas somaram 632,85 mil toneladas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O faturamento alcançou US$ 775 milhões, alta de 19,2%. Segundo a Conab, os maiores avanços nos embarques ocorreram com manga, abacate e maçã.

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