Exportação de soja supera 13 milhões de toneladas em julho
China lidera compras
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As exportações de soja do Brasil atingiram recorde para o mês de julho de 2026, mesmo com a desaceleração dos embarques em relação a junho. Segundo dados divulgados pela Secex, foram exportadas 13,40 milhões de toneladas, volume 9,33% superior ao registrado em julho de 2025 e sustentado pela maior demanda mundial pela oleaginosa.
Após um primeiro semestre de forte ritmo nos embarques, as exportações de soja recuaram 7,61% em julho na comparação com junho, movimento considerado típico do período. Ainda assim, o volume embarcado no mês estabeleceu um novo recorde para julho, reforçando a força da demanda internacional pela oleaginosa brasileira.
Em Mato Grosso, os embarques somaram 3,49 milhões de toneladas em julho, segundo dados divulgados pela Secex. O volume representa queda de 25,85% em relação a junho e recuo de 12,32% na comparação com julho de 2025.
A participação mato-grossense nas exportações brasileiras também diminuiu. O estado registrou queda de 6,43 pontos percentuais no comparativo anual. Segundo os dados, o movimento está relacionado à menor disponibilidade de soja no estado diante do avanço da comercialização da safra 2025/26.
A China manteve a liderança entre os destinos da soja brasileira em julho, com a aquisição de 9,42 milhões de toneladas. Segundo dados divulgados pela Secex, o volume destinado ao país asiático caiu 8,37% em relação a junho, mas ainda representou 70,29% de todas as exportações brasileiras da oleaginosa no mês. Apesar da forte participação chinesa, o desempenho dos embarques indica que a demanda internacional não está concentrada exclusivamente no país asiático.
A maior procura internacional pela soja ajudou a sustentar os embarques brasileiros em julho, mesmo diante da redução mensal observada nos volumes. O resultado também mostra a força das exportações brasileiras no mercado global, com o país registrando o maior volume já exportado em julho.
Ao mesmo tempo, a menor disponibilidade de soja em Mato Grosso, provocada pelo avanço da comercialização da safra 2025/26, reduziu a participação do estado nos embarques nacionais. Dessa forma, embora a China permaneça como principal compradora, a maior demanda de outros países também tem contribuído para manter o ritmo das exportações brasileiras de soja.
Com informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)*