Exportações de algodão devem recuar em 2026/27
Área de algodão deve crescer na safra 2026/27
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A StoneX revisou suas projeções para a safra brasileira de algodão 2025/26, elevando as estimativas de produtividade em Mato Grosso e na Bahia devido às condições climáticas favoráveis registradas ao longo do ciclo. Segundo a consultoria, as chuvas ocorridas em julho provocaram dificuldades pontuais para o avanço da colheita em Mato Grosso, mas, até o momento, não representam uma ameaça significativa ao potencial produtivo.
Apesar da melhora nos rendimentos, a StoneX informou que uma revisão na área plantada limitou o crescimento da produção da safra 2025/26.
A consultoria também apresentou as primeiras projeções para a safra 2026/27. De acordo com a análise, a recuperação dos preços internacionais deve incentivar a ampliação da área cultivada, estimada em 2,07 milhões de hectares, avanço de 4,4% em relação ao ciclo anterior.
A expectativa é de que Mato Grosso lidere essa expansão, com acréscimo de aproximadamente 75 mil hectares, alcançando 1,45 milhão de hectares destinados ao cultivo de algodão na próxima temporada.
Mesmo com a perspectiva de aumento da área, a StoneX alerta para incertezas relacionadas à produtividade em um cenário de El Niño. A consultoria destaca que períodos de estiagem podem comprometer o desempenho das lavouras e influenciar, ainda que de forma limitada, as decisões de plantio.
Diante desse cenário, a projeção inicial aponta para uma produção de 3,83 milhões de toneladas na safra 2026/27, volume 1,5% inferior ao esperado para o ciclo anterior, apesar da expansão da área cultivada.
No balanço de oferta e demanda da safra 2025/26, a StoneX promoveu ajustes pontuais, com redução dos estoques iniciais em função de uma revisão dos balanços de safras anteriores. A consultoria manteve, porém, as estimativas de exportação em 3,3 milhões de toneladas e de consumo doméstico em 750 mil toneladas, considerando que esses volumes permanecem compatíveis com o desempenho observado até o momento.
Para a safra 2026/27, a combinação de estoques de passagem menores e de uma produção ligeiramente reduzida deve refletir nas exportações brasileiras. A StoneX estima embarques de 3,05 milhões de toneladas, retração de 7,6% em relação ao ciclo anterior.
Ainda assim, caso a projeção se confirme, o volume exportado será o segundo maior da história do país. Na avaliação da consultoria, o resultado evidencia a capacidade do setor exportador brasileiro de manter um desempenho elevado, enquanto os estoques tendem a permanecer em níveis considerados equilibrados.