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Exportações elevam atenção do setor pecuário

Já na B3, a pressão permaneceu concentrada nos contratos de vencimento mais próximo


Já na B3, a pressão permaneceu concentrada nos contratos de vencimento mais próximo Já na B3, a pressão permaneceu concentrada nos contratos de vencimento mais próximo - Foto: Pixabay

O mercado do boi gordo atravessa um período de pressão sobre os preços no início do segundo semestre, em um cenário marcado pela predominância do viés baixista no mercado físico e por expectativas distintas entre o curto e o longo prazo. Segundo análise da StoneX, a combinação de oferta confortável para a indústria, enfraquecimento do mercado de reposição e incertezas nas exportações tem limitado uma recuperação mais consistente das cotações, enquanto os contratos futuros de vencimentos mais longos continuam indicando perspectiva de melhora para o fim do ano.

Ao longo da última semana, as principais praças produtoras registraram novas quedas nos preços do boi gordo, com Mato Grosso alcançando o menor patamar desde fevereiro. As escalas de abate seguem em níveis considerados confortáveis na maior parte das regiões, garantindo maior poder de negociação aos frigoríficos e restringindo movimentos de valorização no mercado físico.

O segmento de reposição também acompanhou a tendência de baixa, mas a redução dos preços não foi suficiente para recompor as relações de troca. Esse cenário reduz o estímulo para novos investimentos em recria e engorda no curto prazo, diante da menor atratividade econômica da atividade.

No mercado externo, a proximidade do preenchimento da cota de importação da China aparece como um dos principais fatores de atenção para o segundo semestre. A avaliação é de que esse movimento pode diminuir o suporte que as exportações vinham oferecendo aos preços domésticos ao longo dos primeiros meses do ano.

Já na B3, a pressão permaneceu concentrada nos contratos de vencimento mais próximo, enquanto os vencimentos do fim de ano ampliaram os prêmios, refletindo a expectativa de um reequilíbrio entre oferta e demanda nos próximos meses. Para a próxima semana, o mercado deve acompanhar os dados oficiais da balança comercial de junho e o desempenho dos embarques para a China, indicadores que podem influenciar o comportamento das cotações.

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