Família de Cruzaltense resolve secagem de amendoins com construção de secador solar

Agronegócio

Família de Cruzaltense resolve secagem de amendoins com construção de secador solar

A família Tabaldi, de Cruzaltense, enfrentava problemas para secar sua produção de amendoins e buscou apoio no Emater/RS-Ascar do município.
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A família Tabaldi, de Cruzaltense, enfrentava problemas para secar sua produção de amendoins e buscou apoio no Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar do município. O produtor Valdecir e sua esposa Deonira contaram que a secagem dos grãos exigia uma grande demanda de trabalho. "Produzir amendoins é fácil o problema é secá-los, para que possamos atender nossos clientes com um produto de qualidade", disse Tabaldi. 

Após a família relatar as dificuldades, os extensionistas orientaram que para a escala de produção de amendoins da família, a solução seria construir um pequeno secador solar. O engenheiro agrônomo André Gazzoni orientou a construção do equipamento, e embora a família tenha ficado um pouco receosa, resolveu aceitar a sugestão. O secador de 2,7 x 1,5 metros foi construído de maneira simples, usando madeira, pregos e filme plástico para ambientes protegidos (lona para estufa de hortigranjeiros). 

A eficiência do silo já foi observada na primeira secagem, além de outras vantagens, como a redução de demanda de mão de obra e a qualidade do amendoim. Com os resultados obtidos, a família decidiu construir imediatamente um segundo secador bem maior, com 11 metros de comprimento, visando agilizar o processo de colheita e da secagem.

O secador diminuiu o tempo de secagem e o trabalho da família, pois não precisa mais se preocupar com as constantes chuvas durante a secagem e o vai e vem que gerava. "O amendoim está coberto, secando e seguro", relata o produtor. A família cultiva uma área de aproximadamente 0,15 hectares e nesta safra pretende colher em torno de 500 quilos, representando uma renda extra.

No processo antigo de secagem do amendoim era preciso espalhar a produção em telhas de amianto e lonas, deixando os grãos expostos ao sol, até secar. Se não chovesse no período de aproximadamente uma semana, era só recolher a produção e guardar para a comercialização. Porém, não era assim tão fácil, porque normalmente chovia nos dias de secagem e era necessário cobrir ou recolher os amendoins para não molhar e umedecê-los novamente. Se a chuva fosse rápida, ao voltar o sol era só descobrir a produção e continuar o processo de secagem. Processo que se repetia a cada nova chuva. 

Segundo o agrônomo Carlos Alberto Angonese, que também participou da ação, "este secador tem baixo custo e serve para secar quaisquer grãos, além de cebola, alho e amendoim". Salienta ainda, que armazenar produtos com qualidade é fácil, desde que ele esteja bem seco. A umidade favorece o desenvolvimento dos fungos, que produzem as temíveis micotoxinas. Já quando secos, os grãos podem ser armazenados em embalagens plásticas, de juta, de madeira, de metal, entre outros, mantendo a qualidade do produto.

Já existem na região diversos destes equipamentos instalados nos municípios da região, dentre eles, Marcelino Ramos, Benjamim Constant do Sul, Viadutos e Centenário.

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