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Feijão: Bahia relata aumento na incidência de pragas

Aumento na incidência de pragas, como a mosca-branca e lagartas exigem atenção do produtor


Foto: Canva

Segundo boletim semanal de progresso de safra divulgado pela Conab, a colheita de feijão avança no Paraná, com mais de 70% da área colhida. No entanto, a Bahia enfrenta desafios, com aumento da incidência de pragas e atraso no plantio em algumas regiões.

No Paraná, observa-se um cenário positivo, com o clima mais estável contribuindo para o avanço da colheita, que já ultrapassa os 70% da área total. Este período de estabilidade climática tem sido particularmente benéfico para as lavouras de feijão mais tardias, onde as chuvas recentes melhoraram as condições, especialmente nas áreas em fase de enchimento de grãos.

Em contraste, na Bahia, a situação é mista. Enquanto o clima no Oeste do estado está favorável ao cultivo do feijão, há um aumento na incidência de pragas, como a mosca-branca e lagartas, que exigem atenção. No Centro-Norte baiano, apesar de uma menor ocorrência de chuvas, as lavouras mantêm boas condições. Contudo, no Centro-Sul do estado, o cenário é menos otimista devido ao atraso no plantio, atribuído à falta de chuvas.

Em Minas Gerais, o clima quente e seco tem sido um fator determinante, especialmente na região do Triângulo Mineiro, onde se verifica um aumento na incidência de mosca branca. Esta condição climática, embora desafiadora para o controle de pragas, favorece o início da colheita no Noroeste do estado.

Goiás apresenta um progresso na colheita, especialmente no Leste do estado, onde as chuvas foram mais esparsas e de menor volume, criando um ambiente favorável para as atividades de colheita. Santa Catarina, por sua vez, mostra uma diferenciação no desenvolvimento das lavouras. Enquanto as lavouras semeadas no início da janela de cultivo já foram colhidas, as mais tardias apresentam melhores condições.

No Rio Grande do Sul, a semeadura do feijão foi concluída, com destaque para a finalização do plantio no Planalto Superior. Há também um avanço na colheita de feijão preto em outras regiões do estado, com relatos de boas condições gerais das lavouras e dos grãos.

Com pouco mais de 1/4 das lavouras já colhidas, observa-se um avanço nas operações de colheita em relação à safra 2022/23, na qual 18,4% estavam colhidos no mesmo período.

Adicionalmente, grande parte das lavouras ainda encontra-se em fases críticas, particularmente sensíveis às variações das chuvas, com a maioria das plantações ainda não tendo atingido o estágio de maturação. 

PLANTIO

Piauí: O plantio aumentou para 35,0% (anterior: 0,0%), indicando um progresso significativo em uma semana. Comparado à safra anterior, há um atraso, pois na mesma época já estava 100%.

Bahia: Ligeira redução para 82,9% (anterior: 83,0%), praticamente estável. Na safra anterior, o plantio já estava completo a esta altura.

Rio Grande do Sul: Atingiu 100,0% (anterior: 98,0%), completando o plantio. Na safra passada, o estado também já havia concluído o plantio nesta época.

COLHEITA

Goiás: Avanço para 30,0% (anterior: 15,0%), mostrando um progresso significativo. Na safra anterior, a colheita estava mais adiantada, com 36,0%.

Minas Gerais: Começou a colheita com 4,0% (anterior: 0,0%). Este início é mais lento em comparação com os 20,0% da safra anterior.

Paraná: Aumento para 71,0% (anterior: 56,0%), continuando um bom ritmo de colheita. Na safra anterior, a colheita estava em 39,0%, mostrando um avanço considerável este ano.

Santa Catarina: Crescimento para 36,6% (anterior: 20,0%), um aumento notável. No entanto, está um pouco atrás dos 20,0% da safra anterior.

Rio Grande do Sul: Aumento para 37,0% (anterior: 24,0%), demonstrando um progresso constante. Este ritmo está alinhado com os 40,0% da safra anterior.

A análise é do meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues com revisão de Aline Merladete com informações obtidas no boletim de Progresso de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

 

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