Feijão carioca volta a subir enquanto preto mantém sustentação
Feijão-preto segue sustentado em meio à menor oferta
Foto: Canva
O feijão-carioca voltou a registrar alta no fim de agosto nas regiões acompanhadas pelo Cepea, após sofrer desvalorização ao longo do mês. Segundo dados divulgados pelo Centro de Pesquisas, a restrição das vendas por produtores diante das baixas contribuiu para a recuperação parcial das cotações, enquanto o feijão-preto permaneceu sustentado pela demanda e pela menor oferta na entressafra.
O avanço da colheita da terceira safra ampliou a disponibilidade de feijão-carioca e manteve a pressão sobre as cotações pelo terceiro mês consecutivo. Segundo dados divulgados pelo Cepea, porém, a queda dos preços levou produtores a restringirem as vendas. Com menor oferta de lotes a valores mais baixos, as cotações reagiram na segunda metade de agosto. A recuperação, entretanto, ocorreu de forma parcial, em um cenário ainda marcado pela maior disponibilidade do produto.
Segundo dados divulgados pelo Cepea, os compradores permaneceram cautelosos ao longo do período e demonstraram menor disposição para aceitar valores mais elevados. Esse comportamento reduziu o ritmo das negociações de feijão-carioca. Ainda assim, a menor presença dos compradores foi compensada pela firmeza dos vendedores. Com a oferta limitada nos níveis mais baixos de preço, os produtores conseguiram contribuir para a recuperação das cotações no fim do mês. No mercado de feijão-preto, o cenário foi diferente. Segundo dados divulgados pelo Cepea, as cotações permaneceram relativamente estáveis no fim de agosto. A sustentação veio principalmente da procura por lotes de melhor qualidade e da menor disponibilidade do produto durante a entressafra.
Segundo dados divulgados pelo Cepea, a temporada também é marcada pela retração da oferta de feijão-preto, fator que contribui para manter os preços sustentados mesmo diante de um mercado com negociações mais cautelosas.
O movimento registrado em agosto mostra a influência da disponibilidade de produto e da estratégia de comercialização dos produtores sobre as cotações do feijão.
No carioca, o avanço da terceira safra aumentou a oferta e pressionou os preços, mas a reação dos produtores às baixas limitou a disponibilidade de lotes nos menores valores. Já no feijão-preto, a menor oferta durante a entressafra e a demanda por produtos de melhor qualidade ajudaram a manter as cotações relativamente estáveis.