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Feijão carioca sobe mais de 70% no ano

Feijão atinge valorizações históricas com restrição de oferta e clima adverso


Foto: Pixabay

O mercado de feijão segue operando em cenário de valorização em maio, tanto para o carioca quanto para o preto, refletindo a restrição de oferta e as incertezas climáticas observadas principalmente na região Sul do país, conforme aponta o Indicador Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

A média dos preços regionais do feijão carioca levantados pelo indicador em maio, até o dia 15, acumula valorização anual superior a 70%, atingindo os maiores níveis da série histórica iniciada em setembro de 2024. Para o feijão preto, a alta anual chega a 32,3%, sustentada principalmente pela menor produção registrada nesta safra.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, as altas continuaram disseminadas no mercado ao longo da semana. A demanda permaneceu concentrada principalmente no Paraná, diante do ritmo atual da colheita no estado, onde parte dos grãos apresenta elevada umidade e necessita de secagem antes da comercialização.

O movimento de cautela e a restrição na oferta ganharam força após as geadas registradas no início da semana na região Sul do país, especialmente em áreas de baixada. Segundo agentes consultados pelo indicador, os impactos sobre as lavouras ainda seguem em avaliação.

No mercado de feijão preto, entre os dias 8 e 15 de maio, as cotações avançaram impulsionadas pela procura por novos lotes e pela postura mais firme dos produtores, atentos aos possíveis prejuízos nas lavouras mais tardias. Em Curitiba, os preços subiram 14,08%, enquanto na Metade Sul do Paraná o avanço foi de 14,29%. Em Itapeva, no interior paulista, a valorização registrada foi de 8%.

Para o feijão carioca notas 8 e 8,5, os aumentos também prevaleceram nas regiões acompanhadas, sustentados pela demanda aquecida e pela oferta limitada de lotes. As maiores altas voltaram a ser observadas no Paraná. Na Metade Sul do estado, os preços avançaram 12%, enquanto em Curitiba a valorização chegou a 10,71%.

Já o feijão carioca peneira 12, nota 9 ou superior, segue com preços sustentados pela escassez de lotes dentro do padrão exigido pelas indústrias. Na semana, o destaque foi o Noroeste de Minas Gerais, onde as cotações avançaram 8,29% devido ao baixo volume de grãos armazenados disponíveis. Na Metade Sul do Paraná, as altas ficaram em 3,33%, limitadas pelas condições de qualidade e pelas variedades ofertadas.

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