Fertilidade construída fortalece decisões no campo
Em áreas com fertilidade construída, é possível reduzir custos
Em áreas com fertilidade construída, é possível reduzir custos - Foto: Pixabay
A construção da fertilidade transforma o solo em um ativo estratégico, capaz de sustentar decisões mais eficientes ao longo das safras. Segundo Igor Dummer, engenheiro agrônomo, esse patrimônio deve ser tratado como investimento, porque um solo bem manejado pode se valorizar a cada ano, em vez de apenas representar um custo para a propriedade.
O trabalho de agricultura de precisão permite não só elevar os níveis de fertilidade, mas também formar um saldo positivo de nutrientes. Esse resultado amplia a segurança em momentos de mudança no mercado, especialmente quando os preços dos fertilizantes sobem e exigem ajustes nas adubações.
Em áreas com fertilidade construída, é possível reduzir custos quando necessário sem comprometer o potencial produtivo. A base para essas decisões está na qualidade das informações obtidas no campo, que orientam investimentos mais eficientes e tornam o planejamento de cada safra mais seguro.
Os dados apresentados pela Drakkar mostram a evolução do fósforo ao longo de 11 anos de agricultura de precisão. No primeiro ciclo, a média registrada era de 8,8 mg/dm³, com mínimo de 0,4 mg/dm³ e máximo de 28,6 mg/dm³. No quarto ciclo, a média avançou para 21,8 mg/dm³, enquanto o mínimo chegou a 8,0 mg/dm³ e o máximo a 47,0 mg/dm³.
O processo inclui amostragem georreferenciada em grid com pá cavadeira, mapeamento da fertilidade, recomendação precisa e aplicação inteligente. A coleta em grid busca reduzir erros de amostragem e aumentar a precisão dos dados, permitindo acompanhar a evolução real dos nutrientes. Com esse conjunto de informações, a agricultura de precisão oferece suporte para decisões estratégicas, maior eficiência no uso de insumos e mais rentabilidade no campo.