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Fertilizante caro amplia desafio da safra

O indicador, conforme a análise, não deve ser usado como referência direta


O indicador, conforme a análise, não deve ser usado como referência direta O indicador, conforme a análise, não deve ser usado como referência direta - Foto: Canva

A relação de troca entre soja e fertilizantes fosfatados segue pressionada e amplia a preocupação sobre o poder de compra do produtor rural neste momento da temporada. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o índice que compara a soja no porto com o preço do map no porto chegou ao maior valor da série histórica para o período.

O indicador, conforme a análise, não deve ser usado como referência direta para operações de barter, mas funciona como um parâmetro para medir a capacidade de compra do produtor. A avaliação mais precisa, no entanto, depende da regionalização dos custos e das condições de mercado em cada praça.

O ponto central é que a relação entre soja e MAP está em patamar mais desfavorável do que em outros momentos recentes. Há uma diferença importante em relação a 2022, período marcado pelos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia. Naquele ano, a relação de troca começou a melhorar a partir de maio. Agora, até o momento, esse movimento ainda não aparece.

Os preços do MAP seguem firmes no mercado brasileiro, com indicações entre US$ 900 e US$ 930 por tonelada CFR Brasil, sem sinais claros de queda. O SSP chegou a registrar alguns reajustes, mas de forma pontual. Esse cenário reforça as dúvidas sobre o tamanho real da demanda por fósforo no Brasil neste ano, especialmente diante de uma restrição de oferta considerada evidente no quadro global.

O ambiente é visto como desafiador também pelo encurtamento das janelas de compra e aplicação. Ao mesmo tempo, a soja não tem apresentado reação suficiente para aliviar a pressão sobre a relação de troca. Os avanços pontuais nos preços têm duração curta e não alteram de forma consistente o quadro para o produtor.

Nesta semana, a soja voltou a encerrar com queda relevante em Chicago. O encontro entre Trump e Xi frustrou o mercado, que esperava possíveis avanços ligados à oleaginosa. Como isso não ocorreu, a pressão sobre as cotações permaneceu, mantendo a relação de troca com o MAP em nível historicamente elevado para o período.
 

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