Fertilizantes ampliam peso no custo da safrinha
A pressão dos fertilizantes também aparece nas cotações
A pressão dos fertilizantes também aparece nas cotações - Foto: Divulgação
O planejamento da safrinha de 2027 começa a ganhar atenção diante das mudanças na composição dos custos com insumos e das incertezas relacionadas às condições climáticas. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o gasto nominal com defensivos por hectare diminuiu da safra passada para a atual, mesmo em situações nas quais houve aumento no número de aplicações, indicando menor desembolso com os produtos.
No caso das sementes, os gastos não apresentaram grandes alterações, embora a média esteja mais interessante do que a observada no ano passado. Entre os principais componentes do pacote tecnológico, os fertilizantes continuam concentrando a maior parcela dos recursos destinados aos insumos.
Dados da Agrinvest Commodities sobre a composição do pacote de milho no Paraná mostram que os fertilizantes representaram 51% do custo médio das últimas cinco safras. Na temporada 2024/25, a participação ficou em 49,9%, avançou para 51,5% em 2025/26 e deve alcançar 56,5% em 2026/27.
No mesmo período, a participação das sementes recua de 25,3% em 2024/25 para 23,7% em 2025/26 e 22,3% em 2026/27. Os defensivos passam de 24,8% nas duas primeiras temporadas para 21,2% em 2026/27.
A pressão dos fertilizantes também aparece nas cotações. A ureia está na faixa de US$ 490 a US$ 500 por tonelada CFR. Nos portos, os preços já superam US$ 550 por tonelada, enquanto no interior ultrapassam US$ 600, dependendo da praça.
No MAPITO, o sorgo também ganha espaço nas discussões. O cenário de El Niño leva produtores a avaliar alternativas considerando principalmente a janela de plantio, o potencial produtivo e o nível de investimento para a próxima temporada.