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Fertilizantes de liberação lenta é tema de palestra da Compo em Franca (SP)

Evento orientou cafeicultores e profissionais do setor quanto à forma de aplicação dos produtos, bem como as diferenças entre os fertilizantes especiais de liberação lenta e controlada


Organizada pela equipe do coordenador José de Alencar, da Campagro, filial de Franca (SP), foi realizada na noite de quinta-feira, no Auditório "Fábio de Salles Meirelles", no Parque de Exposições "Fernando Costa", uma palestra da Compo do Brasil, abordando o tema: Fertilizantes de Liberação Lenta e Gradual.

O engenheiro agrônomo Edson de Toledo Oliveira apresentou o portifólio da empresa em fertilizantes, orientando cafeicultores e profissionais do setor quanto à forma de aplicação dos produtos, bem como as diferenças entre os fertilizantes especiais de liberação lenta e controlada. "No processo físico, o grânulo do fertilizante é recoberto com uma película de cera elástica (poligen) e sua liberação acontece de forma gradual e lenta quando o grânulo entra em contato com a umidade do solo. Já no processo químico, como o próprio nome diz, há uma reação química e o fertilizante é liberado de forma gradual, mas um pouco mais rápida", explica Oliveira.

O palestrante afirmou que o processo físico (Nitrocote e Basacote) é o que tem de mais novo no mundo em termos de fertilização de plantas. "O processo químico de liberação lenta já existe no mundo há mais de 90 anos. Já o processo físico, o poligen, é uma descoberta recente e vem de encontro com as necessidades atuais: redução dos custos (aplica a quantidade necessária, sem desperdícios) e preservação ambiental (o produto garante uma liberação lenta e controlada com redução em perdas de Nitrogênio para o lençol freático)", explica.

De acordo com Oliveira, 12g de Nitrocote por cova são suficientes quanto à necessidade de Nitrogênio para o primeiro ano. "Não há necessidade de suplementar a muda com adubação de cobertura. O cafeicultor precisará adubar novamente com o Nitrocote um ano após o plantio. Indicamos este produto para os dois primeiros anos da cultura do café. Para viveiros em tubete indicamos o produto Basacote Mini 3M para eucalipto e citrus e o Basacote Mini 6M para o café. Para adubações de produção, o custo do produto acaba inviabilizando a atividade, quando se comparado com outras formas de adubação", conclui.

As informações partem da Revista Attalea Agronegócios, conforme noticiou o Conselho Nacional do Café (www.cncafe.com.br).

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