Fertilizantes elevam custo da soja no Mato Grosso
Oriente Médio pressiona insumos agrícolas
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O custo de produção da soja em Mato Grosso para a safra 2026/27 voltou a subir em abril, pressionado principalmente pelo avanço das despesas com fertilizantes e defensivos agrícolas. Os dados constam na análise semanal divulgada nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, com base no projeto Custo de Produção Agropecuário em Mato Grosso, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso.
Segundo o levantamento, o custeio da soja em abril de 2026 foi projetado em R$ 4.286,89 por hectare, avanço de 1,88% em relação a março. O aumento foi puxado, principalmente, pela alta mensal de 2,73% nos fertilizantes e de 2,17% nos defensivos agrícolas. Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o cenário internacional contribuiu para o encarecimento dos insumos, especialmente diante das tensões no Oriente Médio, que ampliaram as incertezas sobre logística e custos no mercado global.
A análise aponta ainda que o avanço das despesas ocorre em um momento de preços pressionados para a soja, o que tem reduzido as margens dos produtores rurais. De acordo com o estudo, considerando a produtividade média projetada em 62,44 sacas por hectare para a safra 2026/27, o ponto de equilíbrio indica que o produtor precisará comercializar a soja a R$ 68,65 por saca para cobrir o custeio da produção.
O valor necessário para atingir o ponto de equilíbrio representa aumento de 8,42% em relação à safra anterior, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. O relatório destaca ainda que, com a compra de insumos para a próxima temporada ainda em andamento, os custos seguem como fator de atenção para os sojicultores, especialmente no caso dos produtos importados.