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Fertilizantes voltam ao centro das decisões

A leitura do momento exige uma postura mais defensiva por parte do produtor


A leitura do momento exige uma postura mais defensiva por parte do produtor A leitura do momento exige uma postura mais defensiva por parte do produtor - Foto: Divulgação

Enquanto boa parte do mercado concentra as atenções na soja, nos preços internacionais e no câmbio, os fertilizantes começam a ganhar peso estratégico nas decisões do produtor brasileiro. As informações são de Jardel Oliveira de Paula, gerente de barter, que alerta para a necessidade de observar os movimentos do setor antes que novas pressões apareçam nas tabelas de cotação.

Segundo ele, o mercado costuma olhar para os fertilizantes apenas quando os preços já dispararam. No entanto, os movimentos mais importantes começam antes, em variáveis globais que afetam diretamente a oferta, a logística e os custos dos insumos. Entre esses fatores, o Estreito de Ormuz voltou a ganhar relevância diante da crise no Oriente Médio.

A rota é considerada estratégica para o comércio mundial de energia, amônia, ureia e enxofre, produtos fundamentais para a composição dos custos da safra 2026/27. Qualquer instabilidade nessa região pode gerar reflexos sobre fertilizantes nitrogenados, fosfatados e sulfurados, além de influenciar o comportamento de preços no Brasil.

Na avaliação de Jardel, a questão central não é apenas quanto o fertilizante poderá custar nos próximos meses, mas quais produtos estão mais expostos ao risco geopolítico, onde ainda existem oportunidades de compra e quais decisões precisam ser antecipadas antes que o mercado precifique um novo choque de oferta.

Produtos como ureia, MAP, SSP, KCl e enxofre devem ser acompanhados com atenção no terceiro trimestre. A leitura do momento exige uma postura mais defensiva por parte do produtor, especialmente em estados com grande demanda por fertilizantes e forte dependência de insumos importados.

Nesse cenário, o escalonamento inteligente das compras aparece como uma estratégia para reduzir riscos. A recomendação é evitar decisões concentradas em um único momento e buscar compras graduais, combinadas com operações de barter, que permitem travar relações de troca e proteger parte da margem da próxima safra.

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