Fintech aposta em tecnologia para o agro
“Nossa missão é construir uma nova infraestrutura financeira para o agronegócio"
“Nossa missão é construir uma nova infraestrutura financeira para o agronegócio" - Foto: Pixabay
A digitalização das operações financeiras no campo tem impulsionado o desenvolvimento de soluções voltadas à ampliação do acesso de produtores rurais ao mercado global de commodities. Nesse cenário, uma fintech brasileira anunciou uma nova rodada de investimentos para expandir sua infraestrutura voltada ao agronegócio.
A AKIN S.A., desenvolvedora da conta digital AgroDeri, busca captar R$ 10 milhões para acelerar a digitalização no setor. A plataforma reúne serviços como Pix, câmbio, crédito para insumos, barter de commodities, proteção de preços e hedge sintético. Segundo a empresa, a meta é ampliar o alcance dessas ferramentas e construir um ecossistema que possa atingir valor de R$ 1 bilhão nos próximos 12 meses.
Fundada em 2019 por Leandro Dias, a companhia passou a direcionar sua atuação ao agronegócio após identificar dificuldades enfrentadas por pequenos e médios produtores, como acesso restrito ao crédito, dependência de intermediários e falta de mecanismos de proteção contra oscilações de preços. A proposta é utilizar blockchain, tokenização e finanças descentralizadas para transformar commodities agrícolas em ativos digitais negociáveis globalmente.
A empresa mantém parceria com a Cyklo Agritech e firmou recentemente um acordo de capital contingente de até US$ 20 milhões com o grupo de investimentos Global Emerging Markets (GEM), sediado em Nova York. O modelo prevê a liberação gradual dos recursos conforme o avanço do ecossistema AgroDeri.
“Nossa missão é construir uma nova infraestrutura financeira para o agronegócio: ampliar o acesso a capital, reduzir desigualdades e permitir que pequenos e médios produtores participem de oportunidades antes restritas aos grandes agentes do mercado. É uma visão que começou na periferia de São Paulo e que hoje busca transformar, em escala global, a relação entre o campo e as finanças”, finaliza Dias.