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Fisioativadores podem mitigar impactos ambientais

“A técnica envolve a aplicação de precursores hormonais (seja via sementes ou folhas)"


Foto: Pixabay

O El Niño está causando condições climáticas extremas no país, como chuvas intensas no Sul e altas temperaturas em outras regiões. Isso representa um risco significativo para as plantas, afetando seu desenvolvimento devido ao desequilíbrio hídrico no solo, dificuldades na absorção de nutrientes e impacto nos processos metabólicos. 

Diante desses desafios, segundo Luciane Balzan, engenheira agrônoma pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFR), o uso de fisioativadores tem emergido como uma estratégia fundamental. Ela é especialista em solo e nutrição de plantas pela Universidade de São Paulo (USP) e gerente de bioestimulantes da UPL Brasil. 

“A técnica envolve a aplicação de precursores hormonais (seja via sementes ou folhas) que estimulam as plantas para que produzam de forma natural e balanceada hormônios essenciais para que expressem seu máximo potencial, promovendo o crescimento, a resistência ao estresse e uma maior eficiência de uso nutricional. Ao melhorar a capacidade dos cultivos de lidar com condições desfavoráveis, a estimulação fisiológica contribui para o fortalecimento do sistema radicular, para otimização da fotossíntese e promoção de mecanismos de defesa. Em períodos de estresse climático, a incorporação dessas práticas nas rotinas agrícolas pode ser fundamental para a produtividade”, comenta.

No início do ciclo de culturas como soja, milho e algodão, a qualidade da safra depende dos cuidados com as sementes. Além de escolher variedades resistentes, é crucial investir em soluções para melhorar o enraizamento e regular a perda de água. Um exemplo é o fisioativador Biozyme da UPL, composto por extratos vegetais que aprimoram processos metabólicos e fisiológicos, promovendo um sistema radicular mais eficiente e beneficiando o desenvolvimento das plantas.

“O mercado de fertilizantes especiais – que inclui os fisioativadores – está em ascensão.  Em 2022, houve crescimento de 33%, de acordo com a Associação Brasileira de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo). A UPL – que criou a Natural Plant Protection (NPP) em 2021 para desenvolver e lançar no mercado biossoluções, ou insumos agrícolas com ingredientes ativos de origem natural, e cujo portfólio inclui Biozyme e Foltron Plus – aposta no potencial desse segmento.  Em um mundo que cada vez mais busca a sustentabilidade na produção alimentar, produtos com esses benefícios devem ser ainda mais utilizados, e o uso de fisioativadores tem se tornado fundamental para evitar perdas nas lavouras, garantindo a oferta de alimentos”, conclui.
 

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