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Formação em Agronomia enfrenta novos desafios

O artigo também registra que o mercado segue aquecido


O artigo também registra que o mercado segue aquecido O artigo também registra que o mercado segue aquecido - Foto: Pixabay

A formação de engenheiros agrônomos no Brasil passa por um momento de revisão diante das novas exigências de uma agricultura mais tecnológica, sustentável e orientada por dados. A avaliação consta em artigo distribuído pelo Conselho Científico Agro Sustentável, de autoria de Laércio Zambolim, que aponta um descompasso entre a qualidade média dos egressos de Agronomia e as demandas atuais do setor.

O texto destaca que a agricultura brasileira ocupa posição de relevância global, mas ainda convive com produtividade média inferior ao potencial técnico disponível. Em áreas assistidas por profissionais altamente qualificados e com uso intensivo de tecnologia, os resultados podem superar de forma expressiva a média nacional, indicando que parte importante do gargalo está ligada à formação humana.

Segundo a análise, o papel do agrônomo tende a deixar de ser restrito à prescrição de insumos para envolver a gestão de sistemas complexos. Esse novo perfil exige conhecimento em agricultura digital, análise de dados, biotecnologia, manejo sustentável e gestão. No entanto, grande parte dos cursos ainda estaria distante dessas necessidades.

A expansão acelerada da Agronomia, superior a 1.000% na última década, teria ampliado a diferença de qualidade entre instituições. Embora universidades públicas e algumas privadas mantenham bom padrão de formação, muitos cursos apresentam limitações em infraestrutura prática, atualização curricular e qualificação docente. O avanço do ensino a distância também é apontado como fator de preocupação, especialmente pela importância da vivência prática na profissão.

O artigo também registra que o mercado segue aquecido, mas mais seletivo. O problema, segundo a avaliação, não é a falta de diplomados, e sim de profissionais preparados. As lacunas envolvem tanto conhecimentos técnicos quanto competências como comunicação, liderança, negociação e visão de negócios.

Para o setor, a formação insuficiente pode elevar custos, aumentar riscos ambientais e dificultar a adoção de tecnologias. Por outro lado, agrônomos bem preparados podem contribuir para ganhos relevantes de produtividade. A conclusão é que a revisão dos modelos de ensino será decisiva para sustentar a competitividade do agro brasileiro.
 

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