Frutas brasileiras ganham Oriente Médio e Ásia
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Imagem: Pixabay
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Frutas brasileiras ganham Oriente Médio e Ásia

Melão, uva, manga e limão tahiti são as principais frutas exportadas
Por: -Eliza Maliszewski

O gigante mercado do Oriente Médio, Ásia e Emirados Árabes se abriu para as frutas brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS) melão, uva, manga e limão tahiti são as principais frutas exportadas, especialmente para o bloco do Oriente Médio (Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos) e para o continente asiático, especificamente, China e Coreia do Sul. 

Ainda aparecem na lista banana, maçã, mamão e laranja. De janeiro a outubro houve um aumento de 2,8% comparado ao mesmo período de 2019. No total foram exportadas 725.759 mil toneladas este ano. 

A manga teve seu destaque com 163.758 mil toneladas, e em segundo lugar o melão fresco com 155.043 mil toneladas e na terceira posição os limões e lima com 105.426 mil toneladas. E o cenário deve ser ainda melhor nos três últimos meses do ano. “A intenção é fechar o ano com US$ 1 bilhão de dólares em receita. Se não atingirmos o valor total, ficaremos muito próximo. Tudo vai depender do câmbio”, comenta o diretor executivo da ABRAFRUTAS, Eduardo Brandão.

Os países do Oriente Médio chamam a atenção, uma vez que foram responsáveis pela importação de cerca de 15 mil toneladas de frutas em 2019. A liderança disparada é dos Emirados Árabes que ficaram em 13º lugar de países importadores de frutas brasileiras, com 8,5 mil toneladas.  Em segundo lugar vem a Arábia Saudita, com 3,5 mil toneladas. 

Certificação é exigência

O mercado consumidor muçulmano, que soma cerca de 1,8 bilhão de pessoas no mundo, exige certificação halal para comprar os produtos. A jurisprudência baseada na religião islâmica pede garantias da produção e atesta que as frutas seguiram regras como boas práticas de fabricação, segurança e de qualidade.

A certificação halal tem sido solicitada, inclusive, por países que não são árabes e nem muçulmanos, como o Japão, China e Canadá. Antes, bastava ter a certificação do produto para ser exportado, mas hoje a maioria dos importadores estão exigindo o selo de qualidade halal em toda a cadeia produtiva.

De acordo com Omar Chahine, gerente comercial da comercial da Cdial Halal, uma das certificadoras que atua no Brasil, a auditoria halal para o mercado de frutas compreende toda a cadeia, desde o plantio, colheita, pré-seleção e classificação, beneficiamento, lavagem, sanitização, enxague, secagem, aplicação de cera, armazenamento e transporte. “Avaliamos desde os insumos, lubrificantes e outros ingredientes, para que o processo tenha total garantia de segurança do produto e que atenda às normas da jurisprudência islâmica, principalmente, a não presença de qualquer procedência suína e nem de álcool”, comenta.
 


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