Frutas ficaram mais baratas em fevereiro
Exportações de frutas crescem em fevereiro
Foto: Pixabay
As frutas mais comercializadas nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) registraram queda de preços no último mês, segundo o 3º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort). O levantamento, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento nesta quinta-feira (26), aponta recuo nas cotações de banana, laranja, maçã, melancia e mamão na comparação entre fevereiro e janeiro. “Os preços ficaram mais baixos na média ponderada”, informa o boletim, que também identificou queda para cebola e cenoura.
A maior redução foi observada na banana, com queda de 11,16% na média ponderada em fevereiro. Segundo a Conab, o movimento ocorreu mesmo com o aumento da demanda no período de volta às aulas e em um contexto de menor oferta até o pós-Carnaval. “A diminuição foi registrada mesmo com o retorno das aulas”, destaca o relatório, que atribui o comportamento ao aumento do volume disponível no fim do mês.
A maçã também apresentou recuo relevante, com variação negativa de 10,32%. De acordo com a Companhia, a redução nos preços está associada à maior oferta, impulsionada pelo início da colheita da variedade gala e pela presença de estoques remanescentes. “Os menores preços refletem a maior oferta da fruta”, aponta o documento.
No caso do mamão, a menor oferta da variedade papaya, afetada pelas chuvas no último trimestre de 2025, não impediu a queda nos preços. A maior disponibilidade do mamão formosa contribuiu para limitar a valorização, resultando em redução de 7,52% nas cotações. “O mamão formosa apresentou preços mais baixos e oferta mais elevada”, informa a Conab.
A melancia registrou queda de 3,72%, influenciada pela qualidade das frutas disponíveis e pelo clima. Ainda assim, o volume de chuvas tem afetado o plantio em regiões produtoras. “O alto volume de chuvas tem influenciado o plantio da melancia goiana”, destaca o boletim. Já a laranja apresentou leve recuo de 0,06%, em um cenário de redução no consumo e na comercialização no Sudeste. “Os preços se mostraram dentro de uma estabilidade”, diz o texto.
Entre as hortaliças, a cebola teve queda de 5,52% na média ponderada, impactada pela menor qualidade do produto e pelo aumento da oferta, especialmente de origem catarinense. “A oferta apresentou novo crescimento”, aponta a análise, que também indica redução no volume comercializado. A cenoura também registrou recuo, de 1,23%, após altas consecutivas desde dezembro, influenciada por chuvas que afetaram tanto a colheita quanto a qualidade.
Por outro lado, produtos como alface, tomate e batata apresentaram alta no período. A alface subiu 2,02%, refletindo a menor oferta nas Ceasas. “A oferta total apresentou decréscimo de 7%”, informa o boletim. O tomate teve elevação de 5,20%, associada à redução da oferta após o pico da safra anterior, enquanto a batata registrou aumento de 11,72%, influenciada pelo impacto das chuvas no ritmo de colheita e pela redução da oferta.
No comércio exterior, o Brasil exportou 218 mil toneladas em fevereiro de 2026, com crescimento de 1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O faturamento atingiu US$ 237,7 milhões, alta de 4,4% na comparação anual. “A temporada começou o ano com boas vendas”, conclui o relatório, com destaque para embarques destinados à Europa e Ásia.