Fundos privados avançam no apoio a startups
O investimento pode ser feito por pessoas físicas e jurídicas
O investimento pode ser feito por pessoas físicas e jurídicas - Foto: Pixabay
A menor disponibilidade de recursos públicos para apoiar empresas em estágio inicial tem ampliado o espaço dos fundos privados de aceleração no ecossistema de inovação. O modelo surge como alternativa para financiar negócios com potencial de crescimento e, ao mesmo tempo, oferecer a investidores uma forma de diversificação em um segmento associado à tecnologia e ao venture capital.
No Brasil, diferentemente de mercados como Inglaterra, Canadá, Estados Unidos, Israel e Índia, o desenvolvimento inicial de startups depende majoritariamente da iniciativa privada. Esse cenário acompanha a recuperação dos investimentos em venture capital no país. Segundo levantamento da ABVCAP com a TTR Data, os aportes somaram R$ 2,1 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 23% sobre igual período do ano anterior.
Nesse ambiente, a Cyklo, aceleradora com sede em Luís Eduardo Magalhães e escritório em Joinville, mantém aberto seu Fundo II para captação até o fim deste ano. O primeiro fundo, operado entre 2020 e 2022, acelerou 20 startups. Do total, cinco apresentam maior potencial de valorização, com estimativa de retorno de até três vezes o capital investido quando ocorrer a venda das participações.
O Fundo II busca repetir a projeção de desempenho, com expectativa de retorno de até R$ 3 para cada R$ 1 aplicado. Ao longo de quase quatro anos, cerca de 40 startups passaram pelo processo de aceleração, e a expectativa é que pelo menos dez alcancem valor de mercado relevante e crescimento sustentável.
O investimento pode ser feito por pessoas físicas e jurídicas por meio de uma Sociedade em Conta de Participação, com cotas proporcionais ao valor aplicado. Os ganhos são distribuídos conforme eventos de liquidez das startups. A Cyklo também oferece parcelamento, com entrada e prestações mensais entre R$ 7 mil e R$ 9 mil.