Futuros da soja em Chicago operam em alta 

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Futuros da soja em Chicago operam em alta 

"O tamanho do aumento surpreendeu traders e desencadeou um movimento em sentido contrário"
Por: -Leonardo Gottems
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O analista Luiz Fernado Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica informou que as tomadas de lucro e clima desfavorável impulsionaram as cotações da soja nesta terça-feira (05.09). De acordo com ele, os dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) os futuros de soja operaram em alta, o que acabou surpreendendo as traders. 

“Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operaram em leve alta nesta terça-feira, com um movimento de cobertura de posições vendidas. Dados da CFTC publicados na sexta-feira mostraram que fundos de investimento elevaram em mais de 45% suas apostas na queda das cotações de soja na CBOT. O tamanho do aumento surpreendeu traders e desencadeou um movimento em sentido contrário na terça-feira”, informa. 

Isso ocorreu porque, segundo Pacheco, o mercado permaneceu fechado na última segunda-feira (03.09), devido ao dia do trabalho nos Estados Unidos. Além disso, ele afirma que o clima desfavorável na nação norte-americana também está colaborando para que a situação dos preços seja essa. 

“Na segunda-feira, o mercado permaneceu fechado por causa do feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. O clima desfavorável em parte do Meio-Oeste dos EUA também dá suporte às cotações. Segundo a empresa de meteorologia DTN, a previsão para os próximos dias é de chuvas fortes em áreas no oeste e no norte da região. Embora favoreçam o enchimento de grãos nas lavouras que foram plantadas mais tarde, essas chuvas trazem risco de alagamento”, comenta. 

O especialista finaliza dizendo que os ganhos do farelo contribuíram para a alta da soja em grão. “O tributo efetivo sobre embarques de farelo na Argentina deve subir de 23% para 26%, após a taxa adicional sobre exportações anunciada pelo governo. A nova taxa, que deve ser cobrada até dezembro de 2020, vai diminuir a competitividade do produto da Argentina, maior exportador mundial do derivado e pode levar importadores a redirecionar suas compras”, finaliza. 

 

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