Futuros de café recuam com pressão da nova safra
Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações
Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações - Foto: Divulgação
Os futuros de café seguiram pressionados na última semana, em um cenário combinado de câmbio desfavorável, expectativa de avanço da colheita brasileira e sinais de maior oferta global. Segundo a StoneX, o ambiente macroeconômico foi negativo para as commodities agrícolas, com o dólar americano voltando a se fortalecer no mercado internacional e o avanço do Dollar Index pressionando moedas emergentes. No Brasil, o real encerrou a semana cotado a R$ 5,08 por dólar, com valorização de 3,5% da moeda americana, no pior nível das últimas semanas.
Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações, especialmente do café arábica. Entre os fundamentos, a perspectiva de aceleração de uma safra recorde no Brasil permaneceu como o principal fator de baixa para os preços. O mercado também acompanhou as atualizações das exportações brasileiras em abril e novas estimativas do USDA, que reforçaram parcialmente a expectativa de produção global mais elevada no ano.
Apesar da pressão predominante, alguns fatores ainda mantêm cautela entre os agentes. Os estoques certificados seguem em níveis reduzidos, enquanto as atualizações das projeções para o El Niño continuam no radar, com potencial para oferecer algum suporte às cotações caso tragam riscos adicionais ao equilíbrio entre oferta e demanda.
Na bolsa de Nova Iorque, o vencimento de julho do café arábica encerrou a semana a 266,9 centavos de dólar por libra-peso, queda de 2,9% no período e novo fundo em cerca de um ano e meio. Já o contrato equivalente do café robusta terminou a semana cotado a US$ 3.365 por tonelada na bolsa de Londres, recuo de 1,4%.