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Gado de países com doença da vaca louca gerou desconfiança


20 de Fevereiro de 2008 - Analistas acreditam que o fato de a União Européia fazer mais exigências em relação à qualidade da carne que importa do Brasil não tem relação com o fato de o Brasil ter importado gado cuja descendência era de animais que apresentaram a doença da vaca louca nos Estados Unidos, Canadá e Europa. "Como todos os países do mundo, o Brasil importava gado. Foram meia dúvida de cabeças que não tinham sido rastreados", ironiza José Vicente Ferraz, diretor-técnico da AgraFNP.


Paulo Molinari, diretor da Safras & Mercado, discorda que há condições diferentes de importação pela UE para Argentina e Uruguai. "A exigência de que todo o mercado precisa ser rastreado está imposto na Lei de Segurança Alimentar do bloco europeu", acrescenta o especialista.

Ele pondera, entretanto, que a única desigualdade está no fato de os europeus não restringirem nestes dois países do Mercosul o número de fazendas. "Eles acreditam que os governos argentino e uruguaio têm condições de fiscalizar todas as suas propriedades, credibilidade que não é estendida Brasil, seja pela dimensão territorial do País, seja pela própria estrutura de fiscalização do governo", pondera Molinari.


A existência da vaca louca no Brasil foi questionada pela primeira vez pelo Canadá, em 2001, no caso em que estava clara a disputa canadense pelo mercado internacional de jatos de pequeno porte, no qual a brasileira Embraer mostrava-se em franco crescimento. Em 02 de fevereiro daquele ano o Canadá decretou bloqueio das importações de carne brasileiro, alegando um foco de scrapie, sintoma semelhante de animais doentes pela vaca louca.

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7)(Fabiana Batista São Paulo)
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