Gestação de gêmeos requer mais atenção
O criador, ao saber da gestação gemelar, já precisa criar um banco de colostro para garantir aos gêmeos a imunidade necessária
É somente a partir dos 30 dias de prenhez da vaca que é possível diagnosticar a gestação de gêmeos. O exame realizado por ultrassom permite que o criador esteja pronto para receber os dois bezerros. “Quando a vaca tem gestação gemelar, geralmente, um dos filhotes poderá ser menor, ou até mesmo os dois. Não é que indicamos o aborto, mas é preciso salientar os riscos para o proprietário”, explica o médico veterinário Eduardo Coelho. Em certos casos, a gestação de gêmeos é perigosa à saúde da vaca. Conforme o especialista, além de aumentar as chances de problemas no parto, existe a possibilidade de a vaca produzir pouco leite para amamentar os neonatais. O criador, ao saber da gestação gemelar, já precisa criar um banco de colostro para garantir aos gêmeos a imunidade necessária para bom desenvolvimento. A reserva de colostro é uma alternativa de também amamentar os bezerros órfãos.
CURIOSIDADE
Bem distante dos pastos de Mato Grosso, o fazendeiro João de Natércio, da cidade de Paulista, no sertão da Paraíba, registrou um fenômeno raro. Três vacas tiveram a gestação de gêmeos em menos de um ano. “A primeira, há cerca de oito meses, pariu duas bezerras. Depois foi outra, que teve um parto de um casal de bezerros há 15 dias e, por último, outra pariu duas fêmeas, no dia 13 de junho, mas uma das filhas não sobreviveu, talvez, em virtude de o parto ter acontecido de madrugada, e não ter havido a assistência durante o nascimento”, revelou Natércio.
Segundo a veterinária Eufrásia de Natércio, filha do proprietário dos animais, a ocorrência de gêmeos em bovinos é incomum. “Meu pai atribui o fato ao genitor dos bezerros, o touro da raça Gir”. Porém, a veterinária diz que isto é improvável, pois o nascimento de gêmeos em animais bovinos depende mais da mãe, pois é esta que libera os óvulos.
Ela comenta que os casos podem ter ocorrido por alterações hormonais. “E sendo raro na ciência, é ainda mais curioso para os criadores nordestinos, pois num período extremamente seco como que estamos vivendo na região do sertão da Paraíba, fêmeas parirem gêmeos, vai de encontro a todas as crenças dos criadores”, conclui Eufrásia. As informações são da Folha do Sertão.