GO: Rio Verde pode ser berço das Agtechs
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TECNOLOGIA

GO: Rio Verde pode ser berço das Agtechs

Município localizado no Sudoeste goiano é o segundo maior produtor de milho e o décimo de soja
Por: -Eliza Maliszewski
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As agtechs estão em plena expansão no Brasil. O nome complicado se refere às startups voltadas ao agronegócio. Em 2018 elas captaram US$ 20,8 bilhões no mundo e em 2019 US$ 19,8 bilhões. Os dados são do relatório AgFunder, um dos principais fundos do setor. Mesmo na pandemia, em 2020, as agtechs valorizaram cerca de 44% e 56% delas desenvolveram novas soluções no período.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), cerca de 70% do território nacional já conta com startups voltadas para o mercado agrícola - as Agtechs. Outro dado relevante é que mais de 40% dessas iniciativas são responsáveis pela implementação do sistema IoT (Internet das Coisas), com o desenvolvimento de drones, sensores e softwares para as lavouras. Apesar dos números animadores, um levantamento da Abstartups mostra que a inovação ainda está em fase embrionária no Centro-Oeste brasileiro, onde que 79% das startups locais ainda não receberam incentivos externos para alavancar seus negócios.

Segundo a fundadora e CEO da Orchestra Innovation Center, novo polo de inovação de Rio Verde, em Goiás, Nathália Secco, o município representa apenas 0,4% das startups goianas e um acesso limitado à agricultura digital mas tem muitas características favoráveis à implementação das agtechs podendo auxiliar produtores locais a usarem a tecnologia para uma colheita mais assertiva e sustentável.

Segundo o IBGE Rio Verde, localizado no Sudoeste goiano, é o segundo maior produtor de milho do país e o décimo maior de soja. Também ocupa a 5ª posição no valor de produção agrícola, referente a 2019. No ano passado o município ganhou o seu primeiro centro de inovação voltado exclusivamente para o agronegócio. “A iniciativa chegou para auxiliar empreendedores com investimentos e capacitação e os conectando de forma efetiva com seu público-alvo: os produtores. E as perspectivas são as melhores para os próximos anos”, destaca Nathália.

Um bom exemplo disso é o uso do Big Data e da Inteligência Artificial para a coleta de dados e análise de informações sem a interação humana, dentre elas a identificação de possíveis pragas nas lavouras, e previsões meteorológicas. Além disso, algumas tecnologias neste sentido também podem ajudar no melhor aproveitamento dos insumos e mais eficiência da gestão hídrica, reduzindo muito os custos com compra de insumos e tornando a irrigação no agronegócio mais eficiente e sustentável, por exemplo.

A aceleradora trabalha no aporte digital para propriedades e empresa do agronegócio, promovendo qualificação com foco em melhorias de práticas e negócios.  “A boa notícia é que unindo a tradição e os benefícios de uma região que movimentou mais de US$ 21 bilhões só no primeiro trimestre deste ano ao uso de tecnologias mais sustentáveis e assertivas, vejo que Rio Verde tem de tudo para se tornar o mais novo ecossistema de agtechs do Brasil, que vem para revolucionar o mercado e trazer a agricultura do futuro para o presente”,aponta a executiva. 
 

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